Hebreus 1.1-4 – A Divindade de Jesus

“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas,
mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.
O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas,
tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles”.
Hebreus 1:1-4

Em Hebreus 1.3a lemos: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder […]”. Primeiramente, Cristo é o “resplendor da glória”. A palavra “resplendor” (apaúgasma) nos dá a ideia de um brilho que flui de uma luz brilhante.[1] A ideia do autor aqui é que Cristo reflete a glória de Deus de forma plena e perfeita. Diferentemente da lua, que reflete a luz do sol porém de forma muito menos intensa, Jesus Cristo, é a lâmpada por meio da qual podemos ver a luz de Deus, como vemos em Apocalipse 21.23: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Veremos o Pai por meio do filho.

O autor continua afirmando que Cristo é a “expressão exata” de Deus. Essa palavra “expressão exata” (charaktér) refere-se a moedas cunhadas que levam a imagem de um soberano.[2] É uma reprodução precisa do original. Neste caso, o autor afirma que quando olhamos para Cristo, podemos ver plenamente quem é Deus. Ele é em sua essência e natureza exatamente quem é Deus. O próprio Jesus afirma isso quando responde a Filipe: “quem me vê a mim vê o Pai”. (Jo 14.9).

Sustentando todas as coisas”. Jesus Cristo não apenas é o criador de todas as coisas como vimos em João 1.3 e Colossenses 1.16, ele também é o sustentador de todas as coisas. Ele carrega todas as coisas para um fim designado por ele mesmo. Cristo é o governador do universo, e por meio da sua palavra sustenta e rege todas as coisas. Ele é criador e providente, como o Pai.

Boanerges Ribeiro, sobre esse texto diz:

Filho foi quem nos revelou Deus. Ele, ele mesmo, pessoalmente. Não foram anjos – seus subordinados: foi Ele próprio, a quem os anjos adoram. […] ao Filho, a realeza, a destra da Majestade, o culto. E dele é que recebemos a palavra de Deus.[3]

[1] GUTHRIE, Donald; Teologia do Novo Testamento; São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2011, p. 364.

[2] KISTEMAKER, Simon; Hebreus; São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003, p. 48.

[3] RIBEIRO, Boanerges; O Senhor que se fez Servo; São Paulo: Livraria O Semeador, 1989, p. 56.

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