Jesus Cristo tem os mesmos atributos que Deus tem

A Divindade de Jesus é provada nos atributos incomunicáveis de Deus manifestos nele

Na Teologia Sistemática, quando estudamos os atributos de Deus, dividimos em atributos comunicáveis e incomunicáveis, sendo que estes são atributos que somente Deus tem, e aqueles são atributos que o homem também manifesta, mesmo que de forma limitada e imperfeita. Entretanto, quando olhamos para Jesus Cristo em sua encarnação, podemos ver atributos incomunicáveis em sua pessoa, o que nos prova que ele é Deus.

Eternidade

Somente Deus é eterno. Jesus Cristo é temporal em sua natureza humana, pois ele tem um nascimento. Entretanto, quanto à sua natureza divina, Jesus sempre existiu. Para ele, não há um início, pois o tempo foi criado por ele, que existe antes de todas as coisas. João afirma isso em alguns textos. Em João 1.1 ele afirma que Cristo estava com Deus desde o princípio: “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus”. Em João 8.57 e 58, depois de ser confrontado pelos fariseus que diziam ser filhos de Abraão, Jesus diz: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se. Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU”. Depois disso, os fariseus pegaram em pedras para matarem Jesus. Berkauer afirma que os fariseus, compreendendo que Jesus reivindicava para si a existência divina e se fazia igual a Deus, então pegaram em pedras para atirarem nele.[1]

Em João 17.5 vemos Jesus, na oração sacerdotal, afirmando sua eternidade: “E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”.

Imutabilidade

A pessoa de Cristo é imutável. Podemos confiar nele pois ele não muda, é constante e o autor aos hebreus afirma: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. Hebreus 13.8. Assim como o Pai é imutável, vemos que o filho também o é.

Onisciência

Somente Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas. Não porque aprendeu, mas porque todo o conhecimento que existe provém dele. Em Cristo, podemos ver que é onisciente assim como o Pai.

Lucas nos relata que quando Jesus disse ao paralítico que seus pecados estavam perdoados, além disso Jesus dirigiu-se aos fariseus: “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração?” (Lc 5.22). Neste momento, vemos que Jesus não apenas tem autoridade para perdoar pecados, como também conhece os pensamentos do coração humano. Vemos em 1Samuel 16.7 que somente Deus vê o coração. Aqui vemos que Jesus conhece como Deus conhece, e não como o homem conhece.

Em João 4.17,18, Jesus mostra que conhecia o passado da mulher samaritana sem que ninguém lhe tivesse contado, pelo contrário, ele sabia que ela estaria ali e foi ao seu encontro na cidade de Sicar à beira do poço ao meio-dia. Em João 11.14, Jesus afirma que Lázaro tinha morrido aos seus discípulos. Não havia possibilidade de saber de tal fato, pois estavam a um dia de distância de Betânia, e não havia tempo hábil para que alguém o avisasse. Pedro, ao final do evangelho de João, afirma: “Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo” (Jo 21.17b).

Onipotência

Jesus Cristo não apenas era onisciente mas também era onipotente. Ele tinha todo poder. Em Marcos 4.35-41, Jesus acalma uma tempestade. Para isso, Jesus não ora ao Pai para que acalmasse a tempestade, antes, ele mesmo dirige sua voz ao vento e ao mar e diz: “Acalma-te, emudece”. Neste momento, temos o criador dirigindo-se à criação. Seus discípulos estupefatos diante dele se perguntam: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”. Ele é Jesus Cristo, Deus-homem, Todo-Poderoso!

Onipresença

Jesus Cristo afirma que é onipresente, uma vez que ele é Deus. Ele promete que estaria presente no meio da sua igreja quando diz: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20). Neste caso, Campos afirma que Cristo está falando de “sua natureza presencial divina que extrapola a ação presencial de sua natureza humana”.[2] Nas suas últimas palavras para seus discípulos, Jesus prometeu-lhes estar com eles em todas as circunstâncias: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.20). O próprio Senhor Jesus estará com os cristãos em todos os momentos.

[1] BERKOUWER, G. C.; A Pessoa de Cristo; São Paulo: ASTE, 2011, p. 108

[2] CAMPOS, Héber Carlos de; As Duas Naturezas do Redentor; São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p. 269.

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