Jesus fez o que só Deus pode fazer

Criador

Sabemos que Deus é o criador de todas as coisas. As Escrituras, no Novo Testamento nos explicam que Deus, o Pai, criou todas as coisas juntamente com Jesus Cristo, seu filho. João afirma isso em Joao 1.3: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Ou seja, a Palavra criadora de Deus, o logos, é Jesus Cristo.

Paulo afirma em Colossenses 1.16 que Jesus Cristo é tanto a base, o criador e o destino de todas as coisas: “Pois nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”. Ele é quem criou e quem é o dono de todas as coisas no universo, sejam visíveis ou invisíveis.

Por fim, o autor aos hebreus afirma em Hebreus 1.2: “Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. Jesus é o meio pelo qual o Pai fez todas as coisas.

 

Salvador

Nas Escrituras vemos que somente Deus é salvador. Não existe salvação fora do SENHOR. Ele diz em Isaías 43.11: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador”. Desta maneira, quando vemos que Jesus Cristo também é salvador, não nos resta outro caminho a não ser afirmar que ele é o SENHOR, assim como Deus Pai. Lucas afirma isso: “Não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).
Providente

Jesus não é apenas o criador, mas também o governador de todo o universo. Ele sustenta todas as coisas. Paulo afirma: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). O verbo “subsiste” significa “manter juntos”. O universo só permanece porque ele o sustenta. Em Hebreus temos: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder (…)”. Desta maneira, Jesus não apenas deu início a todas as coisas, ele continua segurando todas as coisas pela sua palavra. O universo só permanece, porque Jesus Cristo é um Deus providente.

 

Perdão de Pecados

É ponto pacífico tanto para judeus quanto para cristãos que somente Deus pode perdoar pecados.[1] É possível que perdoemos alguém se tal pessoa cometeu algum erro contra nós. Contudo, para perdoar pecados, que são erros contra Deus, somente Deus poderia fazê-lo. Somente Deus pode perdoar pecados, e na pessoa de Jesus, vemos as mesmas obras que só o Pai pode fazer. Em Marcos 2.5, Jesus diz ao paralítico de Cafarnaum: “Filho, os teus perdoados estão pecados”. Berkauer afirma que “o ato de perdoar demonstra a realidade e atualidade do tempo messiânico agora inaugurado. O perdão, privilégio de Deus, agora é ouvido dos lábios deste homem, Jesus de Nazaré”.[2] Em Lucas 7.48,49 temos: “Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?”. Jesus deixa perplexos aqueles que o rodeiam, pois profere uma sentença de perdão para os muitos pecados daquela mulher revelando sua divindade.

 

Juiz

Somente Deus, no juízo final, é o juiz que julgará o mundo em retribuição aos seus atos.[3] E Jesus Cristo também é apontado nas Escrituras como juiz. Em João 5.22, 23, 27 temos: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. (…) E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem”. Como vimos, o Filho do Homem, aquele que governa o universo, tem autoridade para julgar pois é justo e é igual ao Pai.

Assim como Jesus é o reflexo do Pai, que é juiz, vemos em que ele não é apenas o salvador do mundo, mas também o juiz do mundo: “e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos” (At 10.42).

[1] CAMPOS, Héber Carlos de; As Duas Naturezas do Redentor; São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p. 243.

[2] BERKOUWER, G. C.; A Pessoa de Cristo; São Paulo: ASTE, 2011, p. 113

[3] CAMPOS, Héber Carlos de; As Duas Naturezas do Redentor; São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p. 249.

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