Salmo 46 – Deus é nosso refúgio e fortaleza

“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.
Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do mar,
embora estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria.
Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo.
Deus nela está! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da manhã.
Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura.
Venham! Vejam as obras do Senhor, seus feitos estarrecedores na terra.
Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fogo.
“Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra”.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura”. Salmo 46

Introdução:
Em tempos de aflição, de angústia e de desespero, encontramos refúgio e segurança em Deus. Quando tudo parece perdido, podemos olhar para o alto e receber o socorro do Senhor. O hino Castelo Forte foi composto por Lutero em 1529 justamente quando meditava no salmo 46. Conta-se que em sua viagem à Dieta de Worms, em 1521, onde Lutero seria incitado a negar tudo o que havia escrito até então, Lutero meditava no Salmo 46. Foi desse Salmo que Lutero tirou forças para não se retratar e permanecer firme em sua posição, com sua consciência cativa à Palavra de Deus, ainda que estivesse com sua vida em risco. Desde então, sempre quando Lutero se sentia ameaçado por uma nova dificuldade, costumava dizer: “Venham, vamos cantar o Salmo 46”.

Contextualização

O Salmo 46 se localiza em um contexto literário estratégico. Há um entrelaçamento dos salmos 45 ao 48. Enquanto os salmos 45 e 47 são salmos sobre a realeza, os salmos 46 e48 são salmos de refúgio. Existe uma ligação muito íntima entre a imagem de Deus como rei e de Deus como refúgio, pois a função de proteção estava associada ao ofício de rei.

Além disso, o salmo aponta para um grande livramento que Deus deu ao seu povo diante de seus inimigos. Provavelmente durante o reinado de Ezequias, quando o rei da Assíria, Senaqueribe cercou Judá afrontando o povo de Deus por meio de seu comandante Rabsaqué (2Rs 18-19; 2Cr 32; Is 36-37).

A esperança do povo de Deus reside em três verdades:

vs 1-3 – Deus é – Quem é Deus (Onipotência)

Deus é o nosso refúgio e fortaleza. A palavra traduzida por “refúgio” (machaceh), no verso 1, significa “abrigo, refúgio do perigo, das intempéries”, enquanto essa mesma palavra, nos versos 7 e 11 (misgab), quer dizer “uma torre alta, uma fortaleza”. Além disso, a palavra “fortaleza” (oz) significa “poder, força”. A realidade sobre quem é Deus é a segurança para o seu povo. Deus é refúgio e fortaleza para os seus. Saber que ele é onipotente, e mais do que isso, ele está disponível.

Ele é socorro (ezrah) bem presente. Quando o povo de Deus necessita desse refúgio, Deus está disponível. Quando se tratava de guerras, nações se aliavam para se defenderem de inimigos em comum. Era possível também pagar para um rei para que ele ajudasse com seu exército. Mas nem sempre esses acordos eram bem-sucedidos. Às vezes, os aliados não os socorriam quando percebiam que não teriam condições. Porém Deus é socorro presente em todas as situações. Principalmente nas mais difíceis, na tribulação (tsarah).

A palavra “tribulação” refere-se a uma situação de dificuldade, alguém encurralado e incapaz de sair dessa situação. O exército Assírio encurralou Jerusalém, cercando a cidade, não permitindo que entrasse água ou comida. É possível que nós nos encontremos em uma situação em que estejamos encurralados sem ter para onde sair. Devemos nos lembrar dessa verdade e que diante das incertezas da vida, Deus é socorro bem presente, ele é o nosso refúgio e fortaleza, nada pode nos atingir se Deus está conosco.

No vs. 2 o salmista continua mostrando o resultado do reconhecimento de quem Deus é no meio do seu povo. Portanto (al ken), ou seja, a conclusão do fato de reconhecerem a onipotência e pronto socorro disponível a eles daquele que tudo pode, eles não temerão. Esse não ter medo não se trata de pensarem que são fortes ou tem condições para vencer, tampouco é resultado de uma negligência em avaliar os perigos, mas reside no fato de saber quem é Deus e confiar em sua bondade, poder e proteção.

“Ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares, ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam”. O povo de Deus não teme mesmo quando tudo vai mal. Ainda que pareça que tudo está desmoronando, ainda que tudo aquilo que aparentemente é a segurança para nós caia, Deus é nosso refúgio. A terra é o lugar mais firme e seguro que conhecemos, até que vem um terremoto. Os montes são os lugares mais altos e imponentes, até que são estremecidos. Muitos colocam sua esperança de refúgio e proteção em coisas criadas. Mas elas são falíveis. Alguns têm sua esperança no dinheiro, mas as crises vêm. Outros em um lugar, até que esse lugar se torna perigoso. Em pessoas, mas as pessoas morrem. Todas as coisas, por maiores que sejam, são mutáveis. Mas Deus não muda. Por isso não temeremos. Confiamos no Deus que cria o universo do nada, e do caos ele traz a ordem. Confiamos no Deus que anda sobre as águas e os ventos e o mar lhe obedecem a voz. Por isso não temeremos.

vs 4-7 – Deus está: A presença de Deus (Onipresença)
A presença consoladora de Deus no meio do seu povo é o motivo de alegria e segurança.

Vs. 4 “Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo”. Essa cena aponta para a cidade de Jerusalém, cercada pelo exército assírio. Jerusalém não foi construída à beira de um rio, diferentemente de outras cidades antigas. Contudo, pela providência de Deus, que dera sabedoria a Ezequias, durante seu reinado, ele construiu um sistema de canais que ligava os mananciais de Giom, no vale de Cedrom, ao tanque de Siloé, dentro da cidade, de modo que havia água para o povo de Deus, apesar do cerco (2Rs 20.20; 2Cr 32.30). O santuário das moradas do Altíssimo. A cidade é um santuário. Veja que não se trata do templo em si. Mas a cidade, porque Deus está no meio dela. Enquanto Senaqueribe pensava causar pavor e espanto cercando a cidade, na verdade, porque Deus estava no meio dela, havia alegria no meio do povo. Onde está a sua alegria? Em coisas criadas, em esperanças que se dissipam como a neblina ou no Deus imutável, onipresente, onipotente e onisciente?

Deus está no meio dela. A segunda verdade, após saberem quem Deus é, agora reside no fato de que Deus está. Deus está no meio da cidade. Além de conhecerem o caráter de Deus, eles sabem onde ele está. Não é um Deus distante, inacessível, inalcançável. Deus está lá no meio da cidade. Porque ele é inabalável, a cidade também não poderá ser abalada. Ele a ajudará desde antes do nascer do sol. Ele não apenas está na cidade, como ele não dorme. Ele é a proteção da cidade que não se cansa e nem esmorece. Desde cedo Deus está cuidando do seu povo. Antes do povo sequer acordar, Deus já cuida deles. Mesmo quando estamos tranquilos, mas com perigo iminente, sem sequer saber disso, Deus cuida de nós.

Deus é mais admirável que qualquer coisa que ele tenha criado. Em sua obra “O fim para o qual Deus criou o mundo”, Jonathan Edwards proclamou que o objetivo principal de Deus é a manifestação de sua glória na maior felicidade de suas criaturas. A primeira pergunta do Breve Catecismo: “Qual o fim principal do homem?” nos diz:
“o fim principal do homem é glorificar a Deus e alegra-se nele para sempre”. Louvar a Deus é a consumação da nossa alegria nele. Ele é absolutamente desejável. Não há nada de bom fora dele. Devemos busca-lo e exalta-lo porque só seremos plenos quando descobrirmos e fizermos isso. É o proposito do porquê fomos criados.

Vs. 6 “Bramam nações, reinos se abalam, ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve”. As nações bramam, gritam (diz respeito ao barulho das ondas, mostrando a fúria das nações) contra o povo de Deus. Agora, o salmista, depois de usar imagens de catástrofes naturais, ele usa os perigos provenientes dos inimigos do povo de Deus usando os mesmos verbos utilizados para as águas e os montes. As nações e os reinos podem se levantar contra o povo de Deus, mas somente diante da voz do Senhor, a terra se dissolve e os reinos se abalam quando se levantam contra seu povo.

Vs. 7 “O SENHOR dos Exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

Esse é o refrão do salmo, repetido também no vs. 11. Alguns estudiosos afirmam que esse refrão estaria também entre o vs. 3 e o vs. 4, finalizando a primeira parte do salmo, e por isso seria a conclusão de cada uma das três estrofes. Entretanto, o vs. 1 já nos mostra a mesma verdade. Então, o salmista encerra essa estrofe no v.7, reafirmando o tema de que Deus é a proteção do Seu povo em um refrão que se repetirá no v.11. Ele faz duas afirmações que recapitulam o tema do Salmo

O SENHOR dos Exércitos (YHWH Tsebaot) está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio (misgab). “SENHOR dos Exércitos” representa uma imagem. Imensos batalhões de anjos, valentes e ligeiros, obedecem ao seu comando [Anjos: Mateus 28.2 – houve um terremoto quando o anjo desceu e removeu a pedra, Ap 5.2, Ap 10.1, Ap 18.21 – anjo forte]. Além disso, o tetragrama YHWH significa EU SOU, o nome do Deus do pacto, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que libertou seu povo da escravidão do Egito. O Deus que se mantém fiel e que cumpre suas promessas. Além disso, esse Deus pactual, que é um Deus de guerra, está conosco.
“Deus de Jacó” traz uma lembrança de Jaço, à margem do rio Jaboque, lutando com o Anjo do Senhor até receber a bênção. O Deus que muda o nome de Jacó, e que muda a sua história. O Deus do pacto, Deus poderoso, e Deus pessoal.

Aqui nesse refrão temos um paralelismo entre características do mesmo Deus, porém com ênfases diferentes: um Deus de guerra e um Deus pessoal.
O Senhor dos exércitos (Deus de guerra) está conosco (Deus pessoal).
O Deus de Jacó (Deus pessoal) é o nosso refúgio (Deus de guerra).
Temos intimidade com o guerreiro que nos defende mas ao mesmo tempo é o amigo da família. O mesmo Deus é o SENHOR dos Exércitos e o Deus de Jacó. Ele está conosco pessoalmente, e ao mesmo tempo nos protege diante das tribulações.

Somos protegidos quando em meio a um mundo caótico, buscamos viver os valores do Reino. Por isso proclamamos o Evangelho do Reino. Um povo que não é indiferente, mas que é perseguido porque ama a Deus. Vive o Reino aqui e agora.

Ex: Agostinho usou essa imagem da Cidade de Deus para desenvolver sua exposição sobre a presença e ação divinas no meio da presença e ação humanas, a história dos caminhos de Deus permeando a dos nossos. Ele escreveu Cidade de Deus, em um dos momentos mais violentos da história. Quando Alarico e os bandos de bárbaros vinham do norte e devastavam a civilização romana. Não se trata de escapismo em meio às adversidades, mas de um reconhecimento da presença de Deus em todos os momentos.

Ex: Eliseu e seu discípulo diante do exército da Síria. O discípulo está desesperado pois há um exército apenas contra os dois. Porém o profeta ora para que Deus abrisse os olhos do discípulo e ele pôde ouvir: “mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” 2Rs 6.16.
O exército de Senaqueribe estava ao redor de Judá. Mal podiam imaginar que o Anjo do Senhor estava no meio dela. Naquele dia, o povo de Judá não teve que lutar. O Anjo do Senhor lutou por eles. Cento e oitenta e cinco mil assírios foram mortos sem que Judá tivesse que levantar uma espada (2Rs 19.35).

vs 8-11 – Deus faz: As obras de Deus. 

Por fim, na última estrofe vemos a terceira verdade. Depois de terem esperança pelo que Deus é, por estarem alegres por onde Deus está, agora o povo de Deus é chamado a ter paz por causa do que Deus faz.

O salmista se dirige ao povo de Deus imperativamente. “Vinde” e “contemplai” são verbos imperativos para o povo de Deus. Venham e vejam o que Deus faz. O que Deus faz?

Vs. 8b “que assolações efetuou na terra”. Deus fez assolações. Que assolações são essas:

vs. 9 “ele põe fim à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança, queima os carros no fogo”.

A imagem ainda é das nações marchando contra o povo de Deus com cavalos, carros de guerra, lanças, arcos. Elas estão armadas e querem lutar contra Deus e contra seu povo. Contudo, o que o salmista nos mostra é que Deus dá fim à guerra. Diferentemente do que poderíamos pensar, nesse caso, Deus não põe fim à guerra lutando, mas desarmando as nações inimigas. Deus destrói as armas de guerra. Agora, que Deus as desarmou temos:

vs. 10 “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus, sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”. Que grande mudança. Que virada fantástica do salmista. Diferentemente do que poderíamos pensar, Deus não está a favor dos judeus e contrário aos outros povos. Deus não é Deus apenas dos judeus, ele é exaltado entre as nações. A voz do salmo muda. Quem fala não é mais o salmista mas o próprio Deus. Ele se dirige aos judeus e às nações. Ele dá uma ordem: Aquietem-se e me conheçam. Exaltem o meu nome. Deus afirma que é exaltado pelas nações e por toda a terra.

Como Deus acabou com a guerra? Como Deus e revelou às nações?

Ao olhar para o contexto literário do salmo 46, vemos o salmo 47 convocando os povos a bater palmas e celebrarem a Deus. As nações são chamadas a adorar a Deus.  Os salmos 45 e 47 apontam para o reinado de Deus. No salmo 45, temos o ungido de Deus. Existe uma relação estreita entre o ofício do rei e a função de proteção, o que pode ser observado na própria estrutura literária na qual o Salmo 46 está inserido. No salmo 45 temos o salmista apontando para o descendente de Davi, que se assentará no trono, ele é quem será o protetor do povo de Deus. O reino de Deus ocorre por meio do seu ungido. A palavra “ungido” é messiah, transliterada como Messias. Jesus Cristo é o messias, o ungido, ou o Cristo (tradução de Messiah no hebraico para o grego). Jesus Cristo é o descendente de Davi (Mt 1.1-17), o rei messiânico que se assentou no trono para todo o sempre. O refúgio e proteção de Deus às nações ocorre por meio de Jesus Cristo. Ele é quem selou a paz com Deus. Todos nós éramos inimigos de Deus. Todos nós lutávamos contra o Senhor. Cristo pagou a nossa dívida contra Deus. Ele morreu em nosso lugar trazendo reconciliação entre nós e Deus. Por meio de Cristo temos paz com Deus. O próprio Deus, que é (onipotente), que está (onipresente), agora efetua a nossa redenção por meio do seu amor, graça, bondade, misericórdia. Ele nos amou antes que houvesse mundo, e para não nos destruir, ele enviou seu único filho para nos deixar quites.

Contudo, o aquietai-vos deve nos deixar sem nos mover e sem fazer nada? Devemos parar de agir então? Não. Devemos orar e agir baseados na vontade de Deus.
Paulo nos instrui: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo sua vontade”. Fp 2.12,13.
Deus agirá e cumprirá sua vontade em nós e por meio de nós.

Em 1 Co 8.1-3 temos: “No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber. O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele”.

A vontade de Deus visa nos levar a amarmos uns aos outros e ama-lo acima de todas as coisas. Piper falando sobre isso diz:

“Amor, significa fazer tudo o que pudermos, a qualquer custo, para ajudar as pessoas a se encantarem com a glória de Deus”.

Parar de lutar, significa parar de fazer nossa vontade, para voltarmo-nos para Deus.

O SENHOR dos Exércitos (YHWH Tsebaot) está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio (misgab). Aqui temos a repetição do refrão explicado anteriormente.

Conclusão 

Diante disso, devemos sempre nos lembrar sobre quem é Deus e isso nos trará segurança mesmo quando o mundo se abalar. Mesmo quando o pecado se tornar abundante, quando a perseguição se levantar, quando a morte estiver diante de nós, nossa segurança está no Deus imutável, soberano e todo-poderoso.

Além disso, nossa certeza da sua presença consoladora é motivo de alegria independentemente de circunstâncias. Deus está conosco. Ele não está inacessível e nem distante. Ele é nosso pai, amigo e protetor. A garantia de nossa estabilidade não deve estar em coisas criadas, que se abalam, mas na presença preciosa e consoladora do SENHOR dos Exércitos, o Deus de Jacó.

Por fim, nossa paz está única e exclusivamente firmada naquilo que Deus fez. Nós não podemos lutar pelos nossos próprios braços. Nós não podemos nos salvar. Deus é quem efetuou grande livramento. Deus é quem efetuou a nossa redenção por meio do Messias, Jesus Cristo. Ele selou a nossa paz. Éramos inimigos e fomos tornados em amigos. Éramos da pior estirpe e fomos feitos filhos. Por isso devemos exalta-lo por todo o sempre. Tudo para a glória dele.

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