1Co 15.3-5, 54-57 – Ressurreição

Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
1 Coríntios 15:3-5

Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”.
“Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? ”
O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
1 Coríntios 15:54-57

Introdução:

Filme: O Preço do Amanhã. Baseado em uma ficção científica da década de 70. As pessoas compram comida por tempo. As pessoas estão obcecadas por imortalidade e juventude. Enquanto algumas vivem por séculos, outras trabalham para receber mais um dia de vida. Ao chegarem aos 25 anos de idade no filme, no livro é aos 30 anos, então param de envelhecer e tem apenas mais um ano de vida. Há um reloginho no seu braço com um cronometro regressivo. Para aumentarem seu tempo, devem trabalhar. Mas para comer, pagar aluguel, comprar coisas, pagam com tempo.

No relato bíblico temos algo parecido acontecendo. Jairo está com sua filha à morte. O reloginho dela estava passando, e ele sabia que ela não tinha muito tempo mais. Ele corre até Jesus. O mesmo acontece com Marta e Maria que veem o relógio de Lázaro chegando ao fim e enviam um mensagem urgente até Jesus. Tanto a filha de Jairo, quanto Lázaro morrem enquanto Jesus estava indo encontra-los. Não deu tempo.

Passamos por momentos assim. Não deu tempo. Nossa vida é passageira. Não deu tempo para um último adeus. Para um último abraço. Para uma despedida. E se soubéssemos quando será nosso último dia? Viveríamos de modo diferente? Quem garante que temos muito tempo?

Tanto a filha de Jairo, quanto Lázaro foram ressuscitados. Eles voltaram à vida. Alegria naquele momento. Porém, não sei quanto tempo depois eles morreram novamente. Lázaro e aquela menina não estão vivos até hoje. O fim de todos é a morte por causa do pecado.

Com a entrada do pecado no mundo, a recompensa que o homem recebe por pratica-lo é morte. Morte física e espiritual. O reloginho pode não estar visível em nossos braços. Mas sem dúvida ele está correndo.

Mas houve um homem que venceu o reloginho. O seu nome é Jesus Cristo.

Contextualização: 

Em Corinto havia uma heresia entrando no meio da igreja. A filosofia grega, uma espécie de proto-gnosticismo, acreditava na imortalidade da alma, mas não do corpo. A salvação ocorria quando a alma se libertava do corpo. O espírito é bom, a matéria é má. Eles acreditavam na vida após a morte, mas não na ressurreição do corpo.

Hoje na igreja cristã, muitos são influenciados por essa dicotomia. Como se a matéria fosse má e o espírito bom. Tudo que Deus criou é bom. Acreditam que iremos morar no céu eternamente. Não é verdade. Vamos ressuscitar, receberemos um corpo glorificado e habitaremos com o nosso redentor para todo o sempre na nova terra, totalmente redimida por ele.

1) As provas passadas da ressurreição (provas históricas)

ANTES:

A) Cristo profetizou que morreria e ressuscitaria:

Em Marcos 8-10

Três vezes diz que morreria e ressuscitaria

DEPOIS:

B) Documentos históricos provam a existência do túmulo vazio

Nem os judeus negaram isso. Isso vai contra aqueles que dizem que as mulheres foram até um túmulo errado e pensaram que Cristo havia ressuscitado. Bastavam que os judeus mostrassem o verdadeiro túmulo e o corpo de Jesus. Os judeus subornaram guardas para dizerem que os discípulos roubaram o corpo. Pois não há um corpo morto. Podem procurar. O túmulo está vazio!!!

C) Alguns dizem que foi morte aparente (chamado de Catalepsia).

Jesus não morreu verdadeiramente. Não sei quanto a vocês, mas logo após a ressurreição, ou morte aparente, Jesus Cristo caminha de Jerusalém até Emaús com dois discípulos. Quando torcemos o pé ou temos uma unha encravada, já quase não conseguimos andar. Imagine alguém que teve seu pé traspassado por cravos, andando 12 quilômetros até Emaús?

Não poderiam os discípulos terem roubado o corpo e inventado isso? Por que não?

D) Um fato histórico é que Cristo morreu crucificado. E juntamente com Cristo, morreram as esperanças de seus discípulos. A esperança dos seguidores de Jesus era de um reinado teocrático terreno. Em Atos 1:6 os discípulos perguntam a Jesus: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?”, aqui vemos que o pensamento dos discípulos era uma esperança temporal e terrena.

Quando Jesus morreu, os discípulos perderam qualquer esperança que tinham. Percebemos isto com os discípulos a caminho de Emaús. Eles já não mais sabiam o que fazer. Quando Jesus foi aprisionado, seus discípulos o abandonaram, alguns observaram a crucificação à distância. Aparentemente, somente um de seus discípulos esteve presente na hora de sua morte. E nenhum deles teve coragem de solicitar o corpo de Jesus para sepultá-lo. Um membro do Sinédrio, foi quem teve esta coragem.

Contudo, em poucos dias tudo isto mudou. Estes homens galileus que seguiam a Jesus passaram a proclamar uma nova mensagem em Jerusalém: que Jesus é o Messias, que Ele havia ressurgido dos mortos e sua morte era a justiça de Deus sendo satisfeita para a remissão de pecados mediante o arrependimento.

E) O testemunho de mulheres

Jesus Cristo dá dignidade à mulher. São mulheres que presenciam a ressurreição de Cristo em primeiro lugar. O testemunho de mulheres naquela época não servia como provas em um tribunal. Apenas de homens. Se fosse uma história forjada, os discípulos jamais diriam que foram mulheres que o viram.

F) Quinhentas testemunhas oculares

Mais de quinhentas pessoas foram testemunhas oculares da ressurreição. Muitas das quais duvidavam, mas que ao ver o Cristo ressurreto, foram totalmente transformadas. Se tivessem inventado uma mentira, jamais morreriam por ela. Pedro negou Jesus por três vezes para não morrer, porém depois de vê-lo ressuscitado, Pedro não o nego, mas morreu crucificado de cabeça para baixo.

Tomé, que duvidava da ressurreição, após ver o Senhor Jesus, foi pregar o evangelho até a Índia, aquele que sequer queria voltar para Jerusalém para não ser morto, agora é morto por flechadas por hindus na Índia.

A ressurreição é um fato. Jesus Cristo morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou. Essa é a base da nossa fé. A pregação apostólica neotestamentária era totalmente baseada na ressurreição.

2) A realidade presente da ressurreição

A morte de Cristo estava profetizada setecentos anos antes da vinda de Cristo

Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca.
Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão.
Isaías 53:5-10

Ele não foi pego de surpresa. Ele veio para morrer. Sua morte expiatória era o propósito de sua encarnação. A cruz é o coração do Evangelho.

Segundo as Escrituras aponta que o Evangelho não foi nenhuma ideia tardia. Antes que houvesse luz, Deus já havia planejado a cruz. A cruz de Cristo é o centro da história humana. Por meio da cruz temos o ápice da revelação da justiça e do amor de Deus juntos.

A ressurreição estava profetizada mil anos antes da vinda de Cristo.

Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Salmo 16.10

O Messias que havia de vir não permaneceria morto. Davi morreu, e seu corpo apodreceu. Davi não está falando de si mesmo nesse salmo. Davi está escrevendo sobre o Messias esperado. Aquele que é eterno, tem todo poder e que morreria, mas ressuscitaria ao terceiro dia.

Ele foi sepultado (isso mostra que havia um túmulo que podia ser visitado). O túmulo de José de Arimatéia. Era possível ir até lá.

Ele foi ressuscitado ao terceiro dia. A ideia da palavra (egegertai). É um passivo e está no perfeito no grego. Nos traz uma ideia de acontecimento passado com resultados permanentes acontecendo até hoje. A ressurreição de Cristo aconteceu, mas é um fato que traz bênção para todas as gerações.

Porque Cristo ressuscitou temos bênçãos presentes. Podemos desfrutar de sua vitória hoje. Porque ele venceu, nós somos mais que vencedores.

Podemos enfrentar a morte com coragem, determinação e ousadia. Sem medo. A morte não tem poder sobre nós. Ao olhar para Cristo, somos chamados a imita-lo em seu sofrimento, não apenas no fato de sofrer, mas como sofrer. É fato que passaremos por aflições, mas Cristo diz: “tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Devemos passar pelas aflições com coragem, com esperança e com alegria, com os nossos olhos sobre Cristo, que venceu o mundo e nos dará vitória no final.

3) A esperança futura da ressurreição

A morte foi tragada. Cristo venceu. O que Deus planejou antes que houvesse mundo acontece na ressurreição. Cristo venceu a morte.

John Owen tem um livro chamado “A morte da morte na morte de Cristo”. Na cruz, Cristo matou a morte. A morte que nos assolava, que viria sobre nós por direito, foi destruída por ele na cruz. Ele levou sobre si, e ele venceu. Ele não permaneceu morto.

Onde está ó morte a tua vitória: Paulo zomba da morte. Ele canta a vitória lavrada por Cristo.

Onde está ó morte o teu aguilhão: a palavra kentron significa o ferrão das abelhas, a picada de serpentes, coisas semelhantes. A morte é um adversário maldoso. Ela tem armas poderosas e venenosas. Mas suas armas não puderam tocar no Senhor da glória. Porque o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Cristo não pecou. Ele cumpriu toda a lei. Cristo desarmou a morte. Ela não pôde detê-lo. Onde está o aguilhão? Não havia. Era como um leão desdentado diante do Senhor Todo-Poderoso. Não houve luta. A morte estava morta, desarmada, rendida.

Vs. 57: Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele venceu para nos dar a vitória. Nossa esperança reside no fato que ele venceu. Porque ele vive podemos esperar pelo amanhã.

Cristo venceu a morte e por isso nós também venceremos, porque Deus nos dará a vitória por meio de Cristo.

Vencemos hoje, venceremos no futuro. Não permaneceremos na morte. O túmulo não é o fim para nós, assim como não foi para ele.

Onde estão os nossos olhos? O que temos buscado? Onde estão nossos tesouros? Caixão não tem gaveta. Túmulo não tem cofre. Mas podemos ajuntar tesouros na Nova Jerusalém, onde com um corpo glorificado, reinaremos com Cristo para todo o sempre! Louvado seja o nome do Senhor.

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