Mateus 5.17-20: Lei e Graça

Lei e Graça

Mateus 5:

17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.

18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.

19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.

 

Introdução:

Nos versículos 3 a 12 temos a descrição do caráter do cristão. Agora, Cristo nos mostra como devemos manifestar a nossa nova natureza ao mundo.

Não vivemos isolados. Não somos deste mundo, mas vivemos neste mundo.

Somos humildes de espírito, misericordiosos, mansos, temos fome e sede de justiça para sermos sal da terra e luz do mundo. Cristo agora trata da função do cristão no mundo. O pecado está cada dia mais se agravando no mundo. A corrupção impera. A desesperança domina. O medo, a depressão, guerras, fomes, perseguição cada dia piores. Como a igreja deve agir? Cristo diz que a Igreja deve ser sal e luz.

Como ser sal e luz em meio ao pecado? Somos cidadãos dos céus, como manifestar as características de cidadãos dos céus?

Cumpre-nos viver vidas retas. Temos aqui uma introdução ao modo de vida reto que devemos viver.

 

  1. A Lei não foi revogada

Cristo introduz nesse momento, em primeiro lugar, que todo o ensino que ele traz no Sermão do Monte está em conformidade com o ensino inteiro das Escrituras no Antigo Testamento. Nada que Jesus traz contradiz qualquer ensinamento do AT. Em segundo lugar, Cristo mostra que todo o seu ensino está em total dissonância com o ensino dos fariseus e mestres da lei.

O caráter cristão nas bem-aventuranças era algo novo? Isso não era esperado dos crentes no Antigo Testamento? Toda a lei deveria ser cumprida.

Bem-aventuranças no AT:

  • Humildes de Espírito – Salmos 51.1-5: Reconhecimento de Davi de sua miséria espiritual.
  • Os que choram – Salmos 119.136: Torrentes de águas nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.
  • Os mansos – Números 12.3: Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.
  • Os que têm fome e sede de justiça – Salmos 119.127: Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado.
  • Os misericordiosos – Jó 6.14: Ao aflito o amigo deve mostrar compaixão.
  • Os limpos de coração: Sl 51.10: Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.
  • Os pacificadores – Sl 122.7: Reine paz dentro dos teus muros e prosperidade nos teus palácios. Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti.
  • Os perseguidos por causa da justiça – Salmo 119: 161 – Príncipes me perseguem sem causa, porém o que o meu coração teme é a tua palavra.

 

Jesus é o cumprimento de tudo aquilo que foi prescrito no Antigo Testamento. Todo o AT aponta para ele.

Em Gênesis, Ele é chamado de “semente da mulher”.

Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.

Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.

Em Números, Ele é o Deus providente na coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.

Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo O Profeta.

Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação, e Josué é o nome de Jesus no Antigo Testamento.

Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.

Em Rute, Ele é resgatador.

Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.

Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Rei e Senhor Soberano.

Em Esdras, Ele é o restaurador do seu povo.

Em Neemias, o vemos como o Senhor que é a nossa força.

Em Ester, Ele é o Senhor providente.

Em Jó, Ele é chamado de nosso Redentor vivo.

Nos Salmos, Ele é o Ungido do Senhor que reina para sempre.

Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.

Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.

Em Isaías, Ele é chamado de “Deus forte, Pai da Eternidade, Maravilhoso Conselheiro, Príncipe da paz”.

Em Jeremias, Ele aparece como o “renovo de justiça”.

Em Lamentações, Ele é a esperança da salvação.

Em Ezequiel, Ele é o bom pastor que cuida das ovelhas.

Em Daniel, Ele é o Filho do Homem que vem nas nuvens e recebe o domínio e a glória.

Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.

Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).

Em Joel, Ele é o Messias virá no Dia do SENHOR.

Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.

Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.

Em Jonas, Ele é a salvação do Senhor.

Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).

Em Naum, Ele é mencionado como o juiz escolhido por Deus.

Em Habacuque, Ele é o Ungido do Senhor que salva o povo de Deus.

Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.

Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.

Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.

Em Malaquias, Ele se mostra como o “sol da justiça” com a “salvação nas suas asas” (Ml 4.2).

 

2) Devemos cumprir a Lei?

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus”.

  1. Devemos ensinar toda a Escritura. Não há partes a serem ignoradas ou rasgadas. Toda a Lei do Senhor é perfeita. Ou aponta para Cristo e é culminada em Cristo ou deve ser cumprida por nós. A Lei cerimonial foi plenamente cumprida em Cristo, de modo que não precisamos mais de sacerdotes, sacrifícios. Cristo é o nosso sumo sacerdote e o sacrifício oferecido de uma vez por todas por nossos pecados.
  2. Devemos cumprir toda a Lei Moral. Os Dez Mandamentos e seus desdobramentos são a lei moral de Deus. Somos habilitados pelo Espírito a cumprir os mandamentos. Nenhum deles passou.

 

Lei ou Graça?

Ambos. Sempre. A graça sempre esteve presente. A era da graça não inicia no Novo Testamento, mas em Gênesis 3.15.

 

3) Vossa justiça deve exceder em muito a justiça dos escribas e fariseus

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.

 

Justiça dos Fariseus

  • Aparente e não sincera
  • Legalista e não por amor a Deus
  • Interesse pelos detalhes e não pelos princípios básicos
  • Justiça própria e não de Deus

A justiça dos Fariseus e Escribas é totalmente insuficiente para entrar no Reino dos Céus. Para entrar no reino dos céus é preciso uma justiça infinitamente superior. Eles rejeitaram a justiça de Cristo e por isso jamais poderiam ser salvos.

Nossa justiça é baseada na justiça de Cristo. Cumprimos a lei, não pela nossa força, mas pelo poder do Espírito Santo habitando em nós. Jamais poderíamos. Quando cremos, já não somos homens comuns. Temos o Espírito Santo habitando em nós e somos capazes de agir de forma sobre-humana. Perdoando, amando inimigos, sendo perseguidos por causa da justiça, tendo misericórdia, sendo pacificadores, humildes e mansos.

A justiça de Deus não é meramente aparente, mas interior. Fruto de um coração renovado.

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