Salmo 13: Até quando Senhor? Até que nada mais importe

Salmo 13

1 Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?

2 Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?

3 Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;

4 para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.

5 No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação.

6 Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem. (certeza)

 

Tema: Até que nada mais importe (sabedoria)

Introdução:

Um dos maiores mistérios da fé cristã é o silêncio de Deus.

Quando Deus parece não estar por perto. Quando parece que o céu está blindado e Deus não se importa com nosso sofrimento. Quando nossa voz parece chegar a ouvidos surdos. Quando Deus não parece ser misericordioso, mas indiferente.

Enquanto Pedro é libertado, Tiago é preso e decapitado.

Deus quer transformar o nosso sofrimento em testemunho!

Me lembro quando fui pregar em um presídio e um dos presos veio me procurar em lágrimas ao final do sermão. Ele ficaria preso apenas uma semana por não ter pago pensão alimentícia. O que para ele foi motivo de lágrimas, desespero, dor, uma grande decepção, / tornou-se na transformação de sua vida. Naquele dia ele teve um encontro com Cristo. Mesmo preso, ele foi liberto.

Quando ficou preso Paulo escreveu as cartas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon. Além de 2Timóteo no fim de sua vida.

John Bunnyan escreveu preso o maior clássico cristão: O Peregrino. Um dos livros mais vendidos do mundo.

Olhamos para os grandes momentos nas Escrituras / mas ignoramos os momentos que não são citados.

Abraão:

Gênesis 12.4: tinha 75 anos quando foi chamado pelo Senhor. Morreu com cento e setenta e cinco anos (Gn 25.7). Promessa de ser uma grande nação. Abraão teve 100 anos de vida com Deus (Caps 12 a 25 – dois capítulos referentes a Ló e a Isaque e Rebeca – cerca de 10 páginas da bíblia).

Gênesis 16.16: nasce Ismael de Agar, Abraão tinha 86 anos. (11 anos passam)

Gênesis 17.1: Abraão tem 99 anos e Sara tem 90 anos. Entre os 86 anos e os 99 anos não temos nada relatado.

Gênesis 21.5: Abraão tem 100 anos quando Isaque nasce. (14 anos passam)

Gênesis 22: Abraão tem 117 anos quando Deus lhe pede Isaque. (17 anos passam)

Gênesis 23.1: Abraão tem 136 anos e Sara morre aos 127 anos. (19 anos). Mais 39 anos passam até a morte de Abraão e nada sabemos além de ter se casado com Quetura.

Não temos muitas informações sobre a vida de Abraão, e as informações que temos são as lutas, dificuldades e provas que enfrentou.

Da mesma maneira José, Moisés, Davi, Josué, Daniel, Jesus, Paulo. Todos sofreram. Suas vidas não foram um mar de rosas. Pelo contrário, tiveram muito mais lutas do que momentos áureos. Contudo, suas esperanças estavam no Deus Todo-Poderoso.

Olhamos para o momento áureo quando José chega ao trono no Egito, mas nos esquecemos os treze anos que passou sendo escravizado, injustiçado e preso.

Olhamos apenas para o dia em que a muralha de Jericó caiu, mas nos esquecemos dos 40 anos que Josué passou no deserto. E outros 40 anos que passou com escravo no Egito.

Olhamos apenas para o momento em que Golias foi derrubado. Mas nos esquecemos dos 13 anos de perseguição que Davi passou.

Olhamos para Elias e o fogo descendo do céu no monte Carmelo, mas ignoramos a caverna onde ele desejou a morte.

Olhamos para os milagres de Jesus e ignoramos a cruz.

Passamos momentos de vitórias, mas também muitos momentos de crises, angústias, sofrimentos. É certo que passaremos por aflições. Mas como devemos passar por essas aflições?

Contexto:

É um salmo de lamento. Davi escreve em um momento de grande angústia. Ele tem um inimigo à sua espreita e vê poucas chances de vitória. Não sabemos se está fugindo de Absalão ou Saul. Se está sofrendo por causa do seu pecado. Talvez o inimigo de Davi nesse salmo seja seu próprio pecado. O que sabemos é que Davi está em uma grande luta. Seu coração está angustiado, ele sofre, e não percebe nenhum movimento dos céus em sua direção. Deus parece estar mudo, indiferente e distante.

Temos então nesse salmo três divisões:

  1. Modo interrogativo (vs. 1 e 2) – enfatiza a crise (dúvida) de Davi.
  2. Modo imperativo (vs. 3 e 4) – enfatiza a súplica de Davi.
  3. Modo indicativo (vs. 5 e 6) – enfatiza a certeza de Davi.

 

O Tema da mensagem de hoje é: “Até quando SENHOR? Até que nada mais importe”.

1) A Crise de Davi: Até quando SENHOR?

“Até quando SENHOR”: Salmo 6.3; 35.17; 74.10; 79.5; 80.4; 89.46; 90.13; 94.3

Quatro vezes repetido nesse salmo. Três situações de crise na vida de Davi:

a) Crise Espiritual: em relação a Deus. Vs. 1: “Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?”

Em primeiro lugar, a crise de Davi se encontra em um deserto espiritual. Ele não sente Deus, não vê a Deus, e não ouve a Deus. Parece que Deus está distante, apático, indiferente, esquecido e contrário a ele.

O termo hebraico utilizado é “até onde” (ad anah). Sua dúvida é em relação ao tempo e ao espaço. Até onde serei atingido? Até onde o inimigo prevalecerá contra mim? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Será eterno?

Fala com YHWH. Davi se dirige a Deus pelo seu nome. Yahweh é o nome pactual de Deus. O nome pelo qual Deus se apresenta aos patriarcas. Deus havia chamado um povo para se relacionar com ele, com o intuito de abençoa-los. Contudo, Davi não vê essa bênção naquele momento. Quando essa situação se tornará em bem Yahweh?

Esquecer-te-às (shakach) para sempre? Ideia de ignorar, deixar de cuidar. Davi em seu sofrimento pensa que Deus o estava ignorando, mais que isso, não estava mais cuidando dele. Ele acredita que Deus estava sendo negligente.

Até quando ocultarás (satar) o rosto? Davi se sente desamparado por Deus. Deus está se ocultando. Nesse sentido, Deus estava se escondendo de Davi para não ser encontrado. Davi o estava procurando, mas Deus não se permitia ser encontrado. Tanto ocultar como esquecer (imperfeito no hebraico – ideia inacabada). Era algo constante.

Muitas vezes questionamos a Deus por diversas razões:

  • a perda de um emprego.
  • a perda de um bebê.
  • a não prosperidade.
  • a vinda de uma enfermidade.
  • o porquê de não ser curado.
  • a morte.

Se o mundo tivesse apenas 100 pessoas:

  • apenas 33 delas seriam cristãs.
  • 14 delas seriam analfabetas.
  • somente 22 teriam computador.
  •  23 não teriam onde dormir.
  • 13 não teriam acesso a água potável.
  • 15 seriam desnutridas.
  • 1 morreria de fome.
  • 15 viveriam com menos de 2 dólares por dia (menos de R$ 210).
  • 56 viveriam com menos de 10 dólares por dia (menos de R$ 1000).
  • Apenas 6 gastam cerca de 70 dólares por dia (R$ 7.000,00)
  • Apenas 1 gasta mais de 90 dólares por dia (R$ 9.500,00). Essa uma pessoa, teria o controle de metade do dinheiro do mundo.

Temos mortos-vivos em nossa cidade, destruídos pelo crack. Pessoas se matam a cada 45 minutos em nosso país. A cada semana uma pessoa se joga da terceira ponte em Vitória – ES.

Para onde estamos olhando? O que realmente importa? E muitas vezes pensamos que estamos esquecidos por Deus porque estamos sofrendo um pouco.

Deus não se esqueceu. Nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória.

Deus está no controle da história e seus propósitos se cumprirão. Seu plano é perfeito e culminará em sua glória.

Onde estão nossos olhos? Entregamos apenas restos para Deus e desejamos que ele nos sirva. A pergunta a ser feita não é se Deus nos esqueceu, mas nós nos esquecemos de Deus. Nós queremos que ele se curve à nossa vontade. Nós queremos que ele olhe sob a nossa perspectiva, e não nós olharmos sob a perspectiva de Deus.

Deus se esconde? Sim. Em Isaías 45.15 o profeta diz: “Verdadeiramente, tu és Deus misterioso, ó Deus de Israel, ó Salvador”. A palavra traduzida aqui como misterioso é a mesma raiz que Davi utiliza no salmo para ocultar o rosto (satar). Na Teologia é usado um termo que diz que Deus é abscôndito. Ou seja, ele se esconde, porém com o intuito de se revelar. Qual o propósito de Deus em se ocultar?

Uma das brincadeiras que mais gosto de fazer com o Davi (1 ano e meio) é de pique esconde. Eu me escondo no quarto, e ele vem da sala com o intuito de me encontrar. Quando eu era mais novo e brincava com meus amigos, eu escolhia o lugar mais difícil de se encontrar. Não queria ser achado. Porém, com o Davi é diferente. Para mim, o melhor momento é quando ele me encontra. E por isso, eu me escondo em lugares onde ele me achará facilmente. E quando me encontra, vejo aquela gargalhada gostosa, e o abraço.

Deus deseja ser encontrado por ti. Por isso ele permite que soframos para o buscar. É isso que acontece no exílio. (Jeremias 29).

Deus quer ser encontrado. O propósito de nos ter criado é para se relacionar conosco.

b) Crise Pessoal: em relação a si mesmo. Vs. 2a: “Até quando estarei eu relutando dentro em minha alma, com tristeza no coração cada dia?”

Relutando (etsah): revolta, desobediência, rebelião. Ser obstinado.

Tristeza (yagon): Ocorre muitas vezes no contexto de lamentação. Num tempo de devastação e destruição. Jacó quando concebe a possibilidade de perder Benjamin, depois de ter perdido José diz que desceria à sepultura com tristeza (Gn 42.38). Muito citada no contexto do cativeiro de Judá (Jr 31.13, Is 35.10, 51.11, Lm 3.32,33).

A revolta interior leva à tristeza do coração. Uma não compreensão sobre os propósitos de Deus nos levam à revolta e à tristeza. Quando perdemos um emprego e não sabemos como vamos pagar as contas. Quando a enfermidade vem e não sabemos o que fazer. Quando o luto nos assola e nosso chão desaparece debaixo de nós. Nosso coração se desespera, a tristeza toma conta do nosso ser e nesse momento de crise, questionamos a Deus. Até quando Senhor?

c) Crise Circunstancial: em relação aos outros. Vs. 2b: “Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?”

Lamento em relação aos outros. Até onde iria essa opressão do inimigo? Não sabemos quem é esse inimigo. Saul, Absalão, o pecado. Quando vemos a corrupção se alastrar e nós sofrermos por fazer o bem. Quando precisamos de ajuda que nunca vem. Quando depositamos nossa confiança em alguém que nos traiu profundamente. Até quando Senhor?

Temos aqui uma tensão entre o já e o ainda não. Já somos mais que vencedores mas ainda passamos por muitas angústias. É possível que passemos por crises nas áreas espiritual, pessoal e circunstancial.

 

2) A Súplica de Davi: Atenta para mim SENHOR vs. 3, 4

Davi tem crise nas três áreas: espiritual, pessoal e circunstancial. E então suplica a Deus também nessas três áreas. O imperativo tanto no português quando no Hebraico tem o mesmo significado: ou é uma ordem ou é uma súplica. Portanto Davi se humilha diante de Deus nesse momento de angústia.

a) Espiritual: Espiritual “Atenta para mim, responde-me SENHOR, Deus meu!

Atenta (nabat): olha, contempla a minha situação Senhor. Responde a minha súplica Senhor. Tu és o meu Deus. No momento de angústia, a primeira e única saída para o cristão deve ser a oração. Davi estava desesperado e em dúvidas, e por isso levanta sua voz ao Senhor. Ele busca a face do seu Deus. Ele não sente, não vê e não ouve a Deus, porém ele sabe que Deus é o seu Deus. Nos momentos de crise, não devemos ser levados por sentimentos mas pela certeza da Palavra de Deus.

b) Pessoal: “Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte”- vs 3b. Davi clama para que Deus ilumine (owr), faça brilhar os seus olhos novamente. Ele teme a morte. Ele sabe que sua vida está em perigo e por isso clama a Deus. Em um avião caindo, todos buscarão a Deus. Quando os médicos dizem que não há mais nenhuma esperança, todos se voltam para Deus. Mas não devemos nos voltar para Deus apenas na última esperança, mas em primeiro lugar. Sua vida está em perigo. Há um xis nas suas costas no mundo espiritual, de modo que você será perseguido, e será tentado. Clame a Deus para livra-lo do mal.

c) Circunstancial: “para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar” – vs. 4. Para não envergonhar o nome do Senhor (leva o nome de YHWH). Que eu não vacile Senhor. Que eu não envergonhe o teu nome. Pode ser que Davi falhe. Mas ele apela a Deus para que não deixe. Quando eu não posso, Tu podes.

 

3) Confiança de Davi: confio na tua graça – vs 5,6 

Aqui Davi faz apenas afirmações. Diferentemente da crise (interrogativas) e da súplica (imperativo), agora Davi utiliza o modo indicativo. Ele mostra certeza. Porém, diferente da crise e súplica, onde ele levanta as questões espiritual, pessoal e circunstancial, agora, ele enfatiza apenas a questão espiritual e pessoal. Porque já não se importa com as circunstâncias.

a) Espiritual: “no tocante a mim, confio na tua graça”. Na crise: Até quando (imperfeito) agora de forma plena confia no Senhor (perfeito).

Confio (batach): confiar, estar seguro, estar despreocupado. Davi muda totalmente. Ele sai da desconfiança para a confiança. O que mudou? Ele deixou de olhar para as circunstâncias e olhou para a graça (hesed) de Deus. Por isso ele pode escrever depois: “porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam” (Salmo 63.3).

b) Pessoal: “Regozije-se o meu coração na tua salvação”. Diante da confiança na graça e salvação, Davi vê seu coração alegre. Na sua crise, diz que seu coração e alma estão em tristeza,  mas agora, seu coração se alegra na salvação do Senhor. Ele ainda não viu, mas sabe. Ele vive pela fé.  (Imperfeito, porque a alegria não acaba). Ele se alegra na salvação de Deus. A palavra “salvação” aqui é a palavra hebraica yeshuah (literalmente o nome de Jesus em hebraico).

Consequência: “Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem” vs.6 – consequências da confiança é o Louvor a Deus. O fim de todas as coisas é a glória de Deus.

Davi fala do presente, mas confia em Deus porque sabe que no futuro estará bem. Ele sabe que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus pois o propósito de Deus, mesmo no sofrimento, é de nos fazer mais parecidos com Jesus, estarmos mais próximos dele.

Agora não existem mais dúvidas. Até quando? Até que nada mais importe. Davi percebe que ele tem a Deus e por isso pode dizer: O Senhor me pastoreando, não tenho falta de nada, porque ele me basta. Eu só preciso ter o Senhor.

Deus não quer que você simplesmente esteja no culto, mas olhando no relógio. Deus não quer que você ore, mas somente por obrigação. Deus quer seu coração. Ele quer que você queira a sua presença. Até que nada mais importe.

O Deus abscôndito foi encontrado! A tristeza transformou-se em alegria! A dúvida tornou-se em certeza! Tudo isso sem que as circunstâncias mudassem, porque estas não são importantes. Até que nada mais importe, o que importa é a graça de Deus que nos sustenta até o fim.

 

Conclusão:

Na vida cristã passaremos por dúvidas e isso deve nos levar a clamar a Deus até que nada mais importe e nossa confiança esteja única e exclusivamente no Senhor Deus.

Cristo veio e sofreu. Ele sofreu abandono, traição, foi humilhado, torturado, cuspiram nele. Mas como cordeiro mudo ele não abriu a sua boca. Nada mais importava senão a cruz. Nela seu amor seria plenamente consumado.

Cristo sabia que veria o fruto do seu penoso trabalho e valeria a pena. Ele sabia que triunfaria sobre a morte. Ele sabia que ressuscitaria ao terceiro dia. Ele sabia. Nada mais importava a não ser fazer a vontade de seu pai. Ele se humilhou e por isso foi exaltado sobremaneira. A graça de Deus (hesed) levou Cristo à cruz. A graça é o que nos mantém de pé. A maravilhosa graça de Deus nos tira do poço de pecado e nos leva para luz. Transforma a nossa vida, ilumina os nossos olhos, alegra o nosso coração. A salvação vem dele, para a glória dele.

Diante das adversidades, podemos ter crises e lamentar. Contudo, devemos suplicar a Deus, levando sobre ele as nossas ansiedades. Clamando para que nos ajude. E então podemos confiar na sua vontade, certos que ele está no controle, e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

 

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