João 13.1-20: O Amor de Cristo

O Amor de Cristo – João 13.1-20; 31-35.

Introdução:

Um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, que pastoreia uma igreja em Belo Horizonte, aos oito anos de idade, depois de sua mãe ter abandonado seu pai fugindo com outro, seu pai tornou-se alcóolatra, e depois de algum tempo, vendeu tudo que tinha, perderam suas casas, e seu pai os leva para o centro da cidade. Ali começa a entregar seus filhos para desconhecidos. Das meninas mais velhas até o mais novo. Seu coração, aos oito anos de idade não compreendia porque seu pai estava desistindo de seus filhos. Ele não havia feito nada para merecer aquilo, mas seu pai o abandonou.

Hoje eu gostaria de falar sobre o amor de um Deus que não nos abandona, antes, que nos amou até o fim. Ele não desiste de nós.

1) O que Jesus sabia

  • Ele sabia que era chegada a hora de entregar sua vida.

2.4b – “Ainda não é chegada a minha hora”.

7.30b – “…porque ainda não era chegada a sua hora”.

8.20b – “…porque não era ainda chegada a sua hora”.

12.23 – “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado”.

13.1b – “… sabendo Jesus que era chegada a sua hora…”

17.1a – “Pai, é chegada a hora…”

Era a hora em que Cristo seria glorificado por meio de sua morte, ressurreição e ascensão.

  • Ele sabia que Judas iria traí-lo
  • Ele sabia que Pedro o negaria por três vezes
  • Ele sabia que todos os seus discípulos o abandonariam

 

2) O que Jesus sentiu

“… tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”

Amor faz parte da natureza de quem é Jesus. Ele é amor. Assim como o sol nos dá luz e calor, Cristo, sendo Deus, é amor. Ele amou os seus até o fim.

Filme: Um ato de coragem – Denzel Washington – 2001. Seu filho precisa de um transplante. Ele rende todo um hospital e naquele momento está disposto a dar o seu coração para que seu filho pudesse viver.

Jesus Cristo deu a sua vida para que pudéssemos viver.

O amor de Jesus o levou até a cruz por amor dos seus.

Deus planejou você antes de criar os céus e a terra. João 1.1, 14, João 3.16.

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho. E Cristo nos amou até o fim, até a morte, morte de cruz.

Ele não quis ficar sem você. Todo mundo quer viver uma história de amor. A bíblia é uma história de amor. Alguém que morreu por você.

 

3) O que Jesus fez

Jesus demonstra o seu amor pelos discípulos. Ele, naquele momento decidiu dar o exemplo a ser seguido. Ele demonstrou por meio das suas atitudes o seu amor. Ele nos ensina que amor não é baseado apenas em palavras ou sentimentos, mas em atitudes.

Qual exemplo ele nos deu?

– O amor deve ser praticado

Jesus e os discípulos vinham de Betânia. Seus pés, protegidos por sandálias ficavam expostos nas ruas empoeiradas de Jerusalém e na beira do caminho. Ao entrar em casa, para comer, era costume de se lavar os pés. Normalmente, o anfitrião determinava que um escravo lavasse os pés de seus convidados. Haviam escravos que não eram colocados para fazer esse serviço pois eram superiores. Essa tarefa era para o menor escravo na hierarquia.

Quando João Batista refere-se a si mesmo em relação a Jesus ele usa essa figura: eu não sou digno de desatar-lhe as sandálias. Ou seja, eu não sou digno de lavar os pés de Jesus.

Contudo, no Cenáculo, não haviam servos. Um dos discípulos, conforme o costume, teria de realizar a tarefa. Mas nenhum deles teve disposição. Eles tinham seu orgulho. Pouco tempo antes, eles discutiam entre si quem seria o maior. Eles jamais pensariam que no Reino, o menor será o maior.

Estava tudo pronto no cenáculo. A ceia, a bacia, o jarro e a toalha. Ninguém se mexia. Entre eles, alguém que já havia decidido trair o mestre por trinta moedas de prata. Maria derrama um nardo de perfume precioso aos pés de Jesus que custava 300 denários.

Todos aqueles doze homens abandonariam Jesus dentro de 24 horas. Pedro o negaria, Judas o trairiam, todos o abandonariam. Todos cheios de importância pessoal, cheios de si, pensando em quão importantes eram, eles têm diante de si o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o criador do universo, que lhes dá um grande exemplo, lavando os pés daqueles que o abandonariam, o negaria e o trairia.

Jesus Cristo tira as suas vestes, e agora sua postura é de um escravo.

O mesmo ele fez na cruz, quando suas vestes são retiradas, e repartidas entre os soldados, ele entrega a sua vida como o servo sofredor.

João dá detalhes vívidos daquela cena. Ela ficou impressa na sua mente. Nunca mais esqueceria. Jesus despeja a água do jarro na bacia, veste a toalha, e passa a lavar os pés dos discípulos, um a um, lavando e enxugando seus pés.

 

4) NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE SERVIR:

João 12 introduz João 13. Seis dias antes da Páscoa, em Betânia, Maria derrama uma libra de perfume aos pés de Jesus e enxugou com os cabelos. Seus discípulos a criticaram. Agora estão vendo essa cena de Jesus lavando seus pés. Dentro de menos de 24 horas eles o verão pregado em uma cruz.

O pensamento deles talvez seria: Por que não fiz mais?

 

5) O NOSSO VALOR:

O que Jesus quer ensinar com isso?

Ele mostra o seu amor. Sendo Deus, ele é capaz de lavar os pés daqueles mortais. Grande lição sobre servir.

Significado do valor que eles tinham. Ele agora, não apenas fala, ele ensina pelo seu exemplo. Eles se lembrariam daquele gesto para sempre. As mãos que criaram o universo lavaram meus pés. “Nunca Alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar os pequenos tão grandes”

O mundo hoje diz que não valemos muita coisa. A vida vale muito pouco.

Políticos pouco se importam com milhares que morrem por conta de desvios de dinheiro que deveriam ir para a saúde.

O amor de Cristo aponta para o quanto ele se importa e qual valor nos dá. A especialidade de Deus é transformar rascunhos em poemas.

Endemoninhado gadareno: Legião (cerca de 6 mil soldados romanos). Valia o investimento de 6 mil demônios. Valia o sangue de Jesus derramado na cruz.

O amor é uma coisa que fazemos. É uma ação, não um sentimento

 

6) O NOVO MANDAMENTO

O nosso amor deve ser igual ao de Jesus.

Lhes dei exemplo: hipodeigma (hupo – sob / deiknimi – mostrar)

Em verdade, em verdade vos digo – Amém, Amém. O mesmo que assim diz o Senhor.

Antes que aconteça, para que quando acontecer creiais que EU SOU.

 

Conclusão

O Resgate do Soldado Ryan”. Este filme retrata uma história da segunda guerra mundial: Após a invasão dos aliados à praia de Ohama na França, acontece a maior batalha da segunda guerra mundial que marca o famoso “Dia D”. O pelotão do capitão John Miller é quase extinto no “Dia D”, restando apenas alguns poucos soldados. Nesse momento um dos generais do exército estadunidense e o presidente do país, recebem a notícia de que 3 de 4 irmãos da família Ryan, filhos de uma viúva solitária, foram mortos durante a Guerra. Apenas um filho estava vivo, mas não se sabe onde ele está.

Com isso, o capitão John Miller recebe a missão de resgatar o último soldado Ryan em troca do direito de seu pelotão voltar para casa. Durante a procura pelo soldado Ryan, muitos soldados do pelotão morrem. E assim, começa uma discussão entre os soldados, se vale a pena sacrificar todo o pelotão por um soldado desconhecido. Durante uma conversa entre os soldados, o capitão Miller diz mais ou menos assim: “Espero que esse Ryan seja um bom soldado e invente a cura para o câncer, para valer a pena o sacrifício do resgate”.

Na parte final do filme, o capitão Miller, encontra e conhece o tal soldado Ryan. O Capitão percebe que ele é um bom e fiel soldado. E por isso, decide protegê-lo contra um iminente ataque dos nazistas a uma ponte guardada pelos aliados. Durante esse ataque, o capitão Miller é baleado um pouco antes do fim dessa batalha. Quase morrendo, o capitão Miller balbucia no ouvido do Ryan suas últimas palavras antes de morrer: “Faça por merecer”.

Essa última frase é levada pelo Ryan por toda a sua vida. O filme mostra o Ryan já idoso, com esposa, filhos e netos o acompanhando ao cemitério para homenagear os soldados mortos. Em frente ao túmulo do capitão Miller, o Ryan diz mais ou menos assim: “Eu tentei ser o melhor homem durante toda a minha vida. Tentei fazer por merecer o seu sacrifício de me resgatar”. Com muitas lágrimas, o Ryan, cheio de aflição, insegurança e desespero, diz repetidamente a sua esposa: “Diga que eu fui um bom homem.”

Devemos amar como Cristo nos amou. A imagem ficou impressa na mente dos discípulos. O amor de Cristo tomou suas vidas, de tal forma, que aqueles homens, que naquela noite abandonaram o mestre, agora, foram conduzidos à obediência.

Todos os onze amaram a Deus até o fim. Eles morreram por amor a Cristo e por amor aos seus irmãos. Eles procuraram viver de modo digno do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário.

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