Mateus 6.13: Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal

Mateus 6.13: E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal

Os três primeiros pedidos na oração do Pai-Nosso expressam a nossa preocupação com a glória de Deus em relação ao seu nome, ao seu governo e à sua vontade.

As três últimas petições estão relacionadas conosco, mas que também levam à santidade do nome de Deus, implementam seu reino e cumprem sua vontade.

Pedimos por pão (necessidade física), dependendo de Deus como nosso pai.

Pedimos por perdão (necessidade espiritual) dependendo de Deus como nosso salvador.

E então pedimos por proteção, dependendo de Deus como nosso protetor (paternidade) e libertador (salvador).

 

1) Não nos deixes cair em tentação

Cair em tentação: subjuntivo (possibilidade).

Somos tentáveis. Podemos cair em tentação.

Palavra tentação (peirasmón) – prova, teste, sedução ao pecado, originada pelos desejos ou circunstâncias externas.

Somos tentáveis porque somos frágeis: fisicamente (enfermidade, fome, dor, morte);

Tentação no deserto de Jesus Cristo.

Jesus foi levado ao deserto pelo Espírito para ser tentado. Passam-se quarenta dias. E Jesus é tentado no corpo, onde ele estava mais vulnerável naquele momento.

Transforma pedra em pão. Se és… prova sua divindade.

A tentação passa pelo desejo dos olhos, desejo da carne e soberba da vida.

 

Tentação do Éden: olhos (desejável aos olhos), carne (desejável para comida), soberba (desejável para obter conhecimento).

Tentação no Deserto: carne (pães em pedras), olhos (mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, tudo te darei se prostrado me adorares), soberba da vida (se és filho de Deus prova e se lança daqui abaixo e os anjos te segurarão).

 

Livra-nos da tentação da:

1) Carne: sensualidade

2) Olhos: Ganância

3) Soberba da vida: Vaidade

Nossas reações e não apenas ações. Nossa fragilidade emocional. O que sentimos nos trai. Depressão por conta de problemas físicos, falta de vitaminas, etc.

 

Orando pelos mártires. Não nos deixes cair em tentação (sob tortura negarem a Cristo).

William Tyndale escreve uma carta de encorajamento para seu amigo John Frith que estava prestes a morrer na fogueira por sua lealdade à palavra de Deus:

“Tua causa é o evangelho de Cristo, uma luz que deve ser alimentada com o sangue da fé… Se somos fustigados e sofremos fazendo o bem, devemos sofrer e suportar com paciência… o que é aceitável e agradável a Deus, pois para esse fim fomos chamados. Porque também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo para que nós sigamos suas pisadas, Ele, que não cometeu pecado jamais. E nisto temos conhecido o Seu amor, que Ele deu a Sua vida por nós, por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos… não deixe seu corpo esmorecer… Se a dor estiver acima de suas forças, lembre-se, tudo quanto pedirdes em Seu nome, Ele concederá. Ore ao Pai então no nome precioso de Cristo, e Ele vai te dar forças para sofrer, aliviar a dor ou encurtá-la neste mundo… Amém!” William Tyndale também foi martirizado 3 anos depois por começar a traduzir a bíblia para o inglês.

 

“Vigiai e orai para que não entreis em tentação”. Mateus 26.41.

Não nos deixes cair em tentação implica em duas ações: vigiar para pedir socorro a Deus. Eu vigio, para gritar por socorro. E não para lutar sozinho. E clamo por misericórdia e livramento.

 

O que acontece se cairmos?

1Jo 2.1: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

 

Caímos quando damos ouvidos ao tentador, e desejamos as coisas do mundo ao invés do Reino, da Santidade do Nome de Deus e fazer a Vontade de Deus. Quando não desejamos isso, devemos PEDIR AJUDA. Quando não pedimos ajuda, caímos. Não conseguimos sozinhos.

 

2) Livra-nos do mal

Livra-nos (rhusai) – Resgata-nos do mal, liberta-nos do mal

Romanos 7.24: quem me livrará do corpo essa morte?

Colossenses 1.13: Ele nos libertou do império das trevas…

1Tessalonicenses 1.10b: … Jesus, que nos livra da ira vindoura.

2Timóteo 4.18: O Senhor me livrará também de toda obra maligna…

 

Do Mal (tou ponerou) – Aqui temos um caso que apresenta não apenas a maldade de forma abstrata. Jesus Cristo coloca o Mal no nominativo, como uma pessoa. Livra-nos do Maligno.

Ou seja:

A Maldade está presente no mundo.

Não permita que o Maligno tenha qualquer ponto de apoio em nós. Não permita que emprestemos nossa boca para Satanás.

Pedro empresta sua boca para Satanás: “Arreda de mim, Satanás”.

Judas permite que Satanás o use.

Satanás é contrário à Santidade de Deus, ao Reino de Deus e à Vontade de Deus. O mal é tudo aquilo que vai contra o Senhor.

Seremos tentados a não santificar o nome de Deus, a não desejar o reino de Deus, e a não cumprir a vontade do Senhor, nesse momento almejamos por libertação. Da nossa carne que é má, do sistema mundano que é maligno e de Satanás que quer nos aprisionar.

 

Além disso, nós devemos nos OPOR ao maligno e jamais nos aliar a ele.

Somos agentes de Deus na implementação do Reino de Deus em oposição ao império das trevas.

Nossas armas:

  • Humildes de espírito – Humildade
  • Que choram – Arrependimento
  • Mansos – Mansidão
  • Sede e Fome de Justiça – A obediência à Palavra de Deus
  • Misericordiosos – Misericórdia
  • Limpos de Coração – Pureza
  • Pacificadores – Paz
  • Perseguidos por causa da Justiça – Perseverança

 

Livra-NOS – é uma intercessão não apenas por mim, mas pelo meu irmão. Eu me importo com meu irmão. E posso ser um agente de Deus para livra-lo do mal. Como?

Seguindo Mateus 18.

Muito se fala em liberdade. Mas não há liberdade para pecar. Não há liberdade para defender ideias contrárias à palavra de Deus.

As palavras “livra-nos” sugerem a necessidade do poder de Deus nos perigos da vida. “O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41); mas Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Éfesios 3:20).

 

Além disso, Deus promete dar libertação, pondo limitações às tentativas de Satanás de nos destruir.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Coríntios 10:13).

 

John Stott parafraseia todo o pedido assim: “Não permitas que sejamos induzidos à tentação que nos possa derrotar, mas livra-nos do maligno”. Assim, por trás dessas palavras que Jesus nos deu para orar, encontramos a implicação de que o diabo é forte demais para nós, que somos fracos demais para enfrentá-lo, mas que o nosso Pai celeste nos livrará se o invocarmos.

 

Todas as três petições incluem as nossas necessidade: materiais (o pão de cada dia), espirituais (perdão de pecados) e morais (livramento do mal). O que faze­mos, sempre que proferimos esta oração, é expressar nossa de­pendência de Deus em cada setor da vida humana.

As petições também são trinitárias: O Pai provê o pão, o perdão vem por meio do Filho, e o livramento por intermédio do Espírito Santo que habita em nós.

 

3) Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, Amém!

Do SENHOR é:

  • O Reino

Somos cidadãos do Reino de Deus. Vivemos os valores do Reino de Deus. E vivemos para fazer a vontade do Rei. Ele é o soberano sobre as nossas vidas. Só há um trono. Não deve haver síndrome do trono em nós. Somente Deus reina, e nós o servimos. Seu governo é eterno, não tem fim, ele é soberano, e sua vontade é feita na terra e no céu.

  • O Poder

Reconhecemos que Deus é o detentor de todo poder. Não está em nós o poder, mas dependemos de Deus. Somos fracos, servindo a um Deus Todo-Poderoso. Até o poder que Satanás tem foi dado por Deus. Nada foge do controle do Senhor.

  • A Glória

Não há espaço para autoglorificação. Toda a glória é dada a ele. Tudo é para ele.

1Co 10.31: Portanto quer comais, quer bebais ou façam qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

 

Para sempre: Pelos séculos dos séculos. A eternidade com Cristo será terrível para quem não quer render glória a Deus, para quem não quer servir ao Senhor. Porque renderemos glória ao Senhor para sempre.

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