Ezequiel 37.1-14: O Sopro de Deus no vale de ossos secos

Ezequiel 37.1-14 – O Sopro de Deus: traz vida e tira a morte do coração

 Introdução:

O povo de Israel virou as costas para o Senhor. Eles se tornaram idólatras, assassinos, rebeldes e agora sofriam as consequências de seus pecados.

O povo foi exilado para a Babilônia. Os muros foram destruídos, o templo foi saqueado e destruído. Milhares foram mortos e outros milhares deportados para a Babilônia. Os que ficaram não tinham como se defender e ficaram na miséria. Os que foram, se tornaram escravos. A situação física do povo de Israel agora representava exatamente aquilo que estavam vivendo espiritualmente antes disso.

Deus queria restaurar seu povo. Deus então dá uma visão a Ezequiel.

Uma visão de um campo de guerra. Eles foram mortos. Algo muito estranho aconteceu para haver muitos ossos e sequíssimos. De muito tempo atrás. Eles não foram sepultados. Foram mortos aos montes. Eram o povo do Senhor. Talvez Ezequiel tenha sido levado para o momento em que Nabucodonosor conquistou a Judá, matando milhares de pessoas. O povo agora estava exilado e desesperançado. Nabucodonosor não havia apenas matado milhares, mas enterrado a esperança de outros milhares ainda vivos. Eles eram um exército esfacelado.

Eles descumpriram a aliança com YHWH e agora estavam sofrendo as consequências.

Podem os ossos reviver? Aqui há uma pergunta sobre a ressurreição. Se fosse um liberal da época de Jesus, os chamados saduceus, ele diria que não, pois não creem em ressurreição. Ezequiel responde devolvendo para o Senhor, tu o sabes.

Ezequiel não sabe. Ele sabe que Deus é quem está no controle e a obra é dele.

Muitos acham que sabem e querem fazer pela força do seu braço.

Métodos de crescimento de igreja.

É o Espírito quem sopra sobre os ossos e lhes dá vida.

Exílio para a Babilônia. Judá.

A verdade é que o Senhor está falando que restauraria a nação de Israel. Não está falando de um encontro com Deus que não tinham tido antes. Mas uma restauração de Deus para com um povo que havia se afastado dele.

 

1) Enfrentando a realidade

Eles deveriam dizer: estamos acabados.

Vs. 11: pereceu a nossa esperança.

Nossa situação está muito feia. Não há esperança para nós.

Nesse momento delicado da nação. Alcançaram o auge da sua apostasia. Deus traz palavras de restauração.

Essa mensagem é atual. Vai além do cumprimento literal, mas também aponta para nós.

Começa com uma visão da situação real. Deus mostra isso ao profeta Ezequiel. Enxergando coisas espirituais. Um vale cheio de ossos secos. Estavam mortos há muito tempo.

Poderão reviver esses ossos? A pergunta do Senhor.

Só o Senhor sabe. (resposta sábia de Ezequiel).

Deus responde: Eles viverão. Profetize sobre eles.

Deus não está escondendo as coisas. Maquiando a situação do seu povo. A capacidade de enxergar o quadro ruim não precisa ser acompanhado de uma sentença de morte. No Reino, o reconhecimento que as coisas vão mal, é o prenuncio da restauração. Não se deixar abater pelo que enxerga, mas a esperança em Deus.

 

Perspectiva da intervenção de Deus.

Dois problemas: ver os problemas e não ter esperança em Deus. OU ignorar os problemas. Ter uma perspectiva de intervenção divina.

A Igreja pode estar muito mal. Mas é o melhor lugar do mundo. São pecadores, mas que valem mais do que o mundo inteiro. Cuidado ao falar da noiva dos outros. Principalmente da noiva de Cristo. Ela é muito amada.

Talvez seu vale de ossos secos seja o seu casamento. Seu relacionamento com seus filhos. Seu ministério. Quando pensamos que nossa esperança acabou, Deus tem o poder de fazer algo que não imaginamos e nunca sonhamos.

Reforma e Avivamento. Um mover de Deus e uma volta à palavra. Deus está no controle. Ele começou a boa obra e há de aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus.

A Igreja precisa de Arrependimento. Atos 3.19-21: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca de seus santos profetas desde a antiguidade.

Deus permite que vejamos nossa situação espiritual para que o busquemos, e então ele sopre sobre nós.

 

2) O Desejo de Deus de restaurar seu povo

  • Ordem no caos

Parte da forma de Deus agir. Deus diz a Ezequiel para profetizar. Falará aquilo que eu estou mandando você falar. As palavras de Deus que tem o poder de começar a reverter o caos.

Deus não criou a terra para ser um caos.

Deus não criou a igreja para ser um caos. Ele quer por ordem em todas as coisas. Não há ordem quando nós estamos no controle. Quando achamos que temos vida em nós mesmos.

A palavra de Deus é quem dá ordem ao caos na criação. A palavra de Deus é quem põe ordem na igreja. Uma volta à palavra.

Você ama a palavra de Deus querido? Quantas vezes você já leu a bíblia?

Um relacionamento com a palavra de Deus. Todos os níveis de relacionamento vem pela palavra.

A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.

A palavra de Deus é quem dará ordem em meio ao caos. Não se trata do que pensamos, do que queremos, do que gostamos, mas do que diz a palavra. Tão somente a palavra. Nada além da palavra. Toda ela.

A palavra é poderosa para salvar/restaurar a vossa alma. Tg 1.21

O que te define não são suas experiências emocionais, mas a Palavra do Senhor. Pouco importa se falharam comigo. Deus tem um propósito de me fazer parecido com Jesus. E a receita está na Palavra!

Como? Sendo parecidos com Jesus. SANTIDADE.

 

Somos chamados a ser SANTOS.

Lv 19.

OBEDENCENDO E REFLETINDO O CARÁTER DE DEUS.

– Sejam santos porque eu sou santo. Lv 19.1-2 (patamar de Deus).

DEUS É SANTO

Análise do Cap. 19 do Livro de Levítico

– amar ao próximo

– restaurar o relacionamento com Deus

– com o próximo (não apenas iguais, mas o estrangeiro, a viúva e o órfão, e os deficientes também)

– com a terra

– nas relações de trabalho.

Deus se preocupa com os pobres, viúva, estrangeiro, verdade, oprimidos, questões étnicas, desastres, vitimas de guerra, com os que morrem sem Cristo, com a cura das nações…

Nós devemos também nos preocupar.

Mas não é uma preocupação exterior para cumprir uma agenda. Mas o coração voltado para o próximo. Independente de quem seja. Se você não ama quem pensa diferente, como amará a Deus que é muito superior a você?

 

Somos treinados a viver em um ritmo de trabalho, entretenimento que tem nos afastado da PALAVRA. Qual a sua prioridade para a Palavra de Deus?

1a Fase da Restauração: Havia desordem. E cada osso começa a juntar ao seu próprio osso. Partes de diversas pessoas misturadas. Reorganização da estrutura que havia sido destruída. Não havia ordem alguma. Precisamos permitir que Deus reorganize a nossa estrutura que foi comprometida pelo pecado.

Deus leva em conta a ordem. Há diferentes dons mas há ordem e decência.

Deus olha o coração, mas importa a forma como falamos e fazemos.

O que fazer é muito importante. Mas como fazer e quando fazer também é muito importante.

Saul faz algo que não deveria com toda boa vontade do coração.

Uzá tinha toda boa vontade do mundo quando tentou segurar a arca.

Nadabe e Abiú tinham boa vontade quando levam fogo estranho diante do Senhor.

É necessário olharmos para a palavra, e percebermos que Deus leva em conta também a estrutura.

Não adianta querer se rebelar. Anarquia espiritual.

Não adianta querer falar mal do irmão. É preciso permitir que Deus restaure o respeito, a liderança, a estrutura, a forma.

 

  • Deus quer tirar a morte do nosso coração

2a Fase da Restauração: Agora tudo está no seu devido lugar. Cada pessoa está no seu devido lugar. Eles estavam perfeitos.

Agora Deus devolve a dignidade do seu povo. De ossos secos espalhados, eles agora são pessoas. É possível distinguir uns dos outros. Eles estão perfeitos.

Contudo, eles ainda não tem vida. Não adianta estrutura e dignidade se Deus não der o avivamento.

Às vezes pensamos ser o centro do universo. Contudo, sem Deus nada podemos fazer.

Deus precisa soprar em nós. Será que somos defuntos andando e querendo nos manter em pé enquanto tudo que levamos é morte?

Suas palavras levam viva ou morte? São de bênção ou de destruição?

Você é usado para abençoar ou só fala mal? Só critica?

  • Expectador ou jogador? Está na arquibancada ou vai jogar?

Deus quer soprar vida em nós. Tirar a morte do nosso coração.

 

PROPÓSITO:

O propósito da restauração de Deus é montar um Exército

O propósito de Deus não é você no centro. Mas é de fazer de nós um exército. Temos um general. Lutamos o mesmo combate. Quando nos degladiamos, todos morreremos.

Alguns podem dizer: NÃO TENHO TEMPO.

Estamos falando de uma guerra. Em um estado de guerra, a prioridade muda. Você está no meio de uma guerra porém ignora isso.

Imagine alguém que em meio a um bombardeio, está preocupado em continuar pintando os muros de sua casa.

Estamos em GUERRA. Disponha-se para fazer a obra do Senhor hoje. Para levar vida hoje. Vá a uma escola, um presídio, um hospital ou qualquer estabelecimento comercial perto de sua casa, e converse com os responsáveis dispondo-se a orar por eles.

Conclusão:

Desmond Doss.

Foi convocado para a segunda guerra. Porém ele se recusava a pegar em armas. Era um objetor de consciência. Seus colegas o chamavam de covarde. Todo o batalhão o perseguia, pois pensavam, que por não pegar em uma arma, ele seria responsável por suas mortes, pois não poderia protege-los em campo de batalha.

Contudo, ele permaneceu no exército, e conseguiu ser um objetor de consciência pela corte americana. E tornou-se um socorrista.

O texto abaixo foi lido quando ele ganhou a medalha de Honra do Congresso, maior condecoração dos Estados Unidos, recebida do Presidente Truman:

“Ele era um socorrista no 1º Batalhão quando atacaram uma escarpa vertical de 120 m de altura. Quando nossas tropas chegaram ao topo, foram alvejados por fogo pesado e concentrado de artilharia, morteiros e metralhadoras. 75 homens foram alvejados, os outros recuaram. O Soldado Doss se recusou a se abrigar e permaneceu na área sob fogo com os feridos. Ele carregou todos os 75, descendo um a um pela escarpa com uma maca presa a uma corda.

No dia 2 de maio ele se expôs a fogo pesado de rifle e morteiro para resgatar um homem ferido a 200 metros do inimigo. Dois dias depois ele cuidou de 4 homens que sofreram lacerações atacando uma caverna fortemente defendida. Ele avançou por uma chuva de granadas até 8 metros das forças inimigas na boca da caverna, onde tratou das feridas dos soldados e fez 4 viagens para evacuá-los em segurança.

(…)

Por sua inigualável bravura e inquestionável determinação em face de condições desesperadamente perigosas, Doss salvou a vida de muitos soldados. Seu nome se tornou um símbolo por toda a 77ª Divisão de Infantaria de Valentia muito acima e além do Dever.”

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