Salmo 9.16, 19-20: O Juízo do SENHOR

“Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos… Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença. Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais”. Salmos 9.16, 19-20

O medo normalmente é considerado como um sentimento ruim. É fato que existem diferentes medos. Existem fobias que não fazem sentido. Porém, existem medos que podem salvar nossa vida. Por ter medo de levar uma picada, não brincamos com uma cobra, e isso é muito bom. Davi, no Salmo 9, fala de Deus como aquele que está no trono eternamente e que julga as nações. 

Há nesse salmo um grande contraste entre aqueles que confiam no Senhor e as nações que se esquecem de Deus. Aqueles, jamais são desamparados e Deus é o seu refúgio nas horas de tribulação. Esses, afundam-se na cova que eles mesmos fizeram, e prendem-se nas armadilhas que eles mesmos criaram. As nações não temem ao Senhor. Elas pensam que Deus é seu igual. Contudo, Davi lembra-os que Deus haverá de julgar as nações. Deus não é um igual. Ele é infinitamente superior, santo, justo. Diante dele, as nações deveriam tremer. E justamente porque não o temem, é que vivem fazendo o mal. 

Davi, então, clama a Deus para que infunde neles o medo. 

A questão aqui não é meramente de assustar, mas de Deus se revelar. As nações não conhecem a Deus e por isso não o temem. Não sabem o quanto estão em perigo por fazer o mal diante do justo juiz, que as julgará. Ao olhar para o Soberano Deus, aquele que faz-se conhecido pelo juízo que executa, então, as nações percebem que não passam de mortais diante do Eterno Deus. Temos nós temido a Deus? Ou temos vivido como se Deus fosse um igual, pensando que nossos atos não serão julgados por ele? 

Nas Escrituras, o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. 

Temer a Deus implica em saber que devemos viver de modo reto, de que não estamos diante de um igual, mas diante do todo-poderoso, excelso, soberano Deus. 

O propósito de Deus revelar-se não é somente para destruir os ímpios das nações que não o conhecem, mas também para que povos de todas as tribos, povos e raças se rendam a Deus. O juízo de Deus nem sempre é usado para a destruição do ímpio, mas também para a correção dos eleitos.

Qual o objetivo de Deus ao enviar o povo de Israel ao exílio? Por que Deus os permite perderem tudo e tornar-se escravos? Qual o objetivo de um pai quando corrige um filho? Quando tem que dar-lhe uma punição mandando que fique em seu quarto por um tempo. O desejo do pai é que seu filho volte arrependido dizendo que ama seu pai e que não fará mais o que fez de errado. Da mesma maneira, o propósito da correção divina é levar-nos ao arrependimento e salvação. 

Por isso, o Pai executou juízo sobre seu Filho, o unigênito de Deus, Jesus Cristo, para que nós, pessoas que antes não eram povo e que tratavam Deus como seu igual, nos tornássemos povo de Deus, e temêssemos a Deus, compreendendo a justiça de Deus, fôssemos salvos e conhecêssemos a Deus por meio do Filho. 

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