Salmo 13.1-2, 5-6: Confiança em meio às adversidades

“Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro em minha alma, com tristeza no coração cada dia? …No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem”. Salmo 13.1-2,5-6

Davi escreve esse salmo quando estava sendo perseguido. Ele sequer sabia se estaria vivo no dia seguinte. A qualquer momento ele podia morrer nas mãos de seus inimigos. E diante de uma aflição tão grande, ele ora. Ele volta-se para o Deus que o podia livrar. Seu coração está em desespero e por isso ele clama: até quando Senhor? O Senhor se esqueceu de mim para sempre? Até quando meu coração continuará triste? 

Passamos por situações semelhantes ao que Davi passou. Quando sofremos o luto, a enfermidade, a dificuldade financeira, tantos tipos de sofrimento que machucam nosso coração. E quando sofremos, tudo que queremos saber é quando vai passar. Será que Deus se esqueceu de nós? Será que Deus não está vendo nossas lutas? Por que Deus nos permite sofrer? Diante das adversidades tudo que temos é a foto do momento, não sabemos o futuro. Contudo, temos diante de nós um Deus que tudo sabe, e é soberano. Ele está no controle de todas as coisas. 

Lembro-me quando levei meu filho Davi para tomar as vacinas nos primeiros meses de vida. Aquelas vacinas são aplicadas nas coxas do bebê, e o fazem chorar instantaneamente. É necessário que o pai o segure, para que não se mexa, e receba as picadas. Depois, é possível que a vacina cause febre no bebê pois o corpo precisa reagir gerando anticorpos contra meningite e outras doenças. O meu Davi sofreu por um tempo, e eu permiti aquilo porque queria que ele ficasse mais forte no futuro. Talvez seu pensamento fosse: “poxa, meu próprio pai me segurou para que aquela enfermeira malvada me maltratasse. Não só doeu muito as minhas pernas como estou me sentindo muito mal com essa febre”. 

Quando sofremos às vezes pensamos dessa maneira. Nunca achamos que o sofrimento pode ser para o nosso bem. Contudo, Davi, ao final do salmo, parece outra pessoa. Ele, que antes disse que seu coração estava entristecido, agora diz: “regozije-se o meu coração na tua salvação”. Ele, que antes pensa que Deus havia se esquecido dele, agora diz: “confio na tua graça… Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem”. Davi agora não olha mais para as circunstâncias mas para o Senhor. Quando olha para a graça de Deus, seu interior é renovado. Ele é outro homem. 

Agora, Davi percebe que Deus tem feito muito bem a ele. Todo livramento. Todo cuidado no meio do caminho. Deus o salvou e o tem salvado. Ele deixa de olhar para as dificuldades e passa a olhar para o Deus de sua vida e por isso ele se alegra. Ele não precisa se preocupar pois sabe que Deus está no controle e Deus tem um propósito. Ele confia no Senhor. E o Senhor planejava o trono para ele. Não somente o trono, mas de sua descendência viria aquele que traria salvação à humanidade. Jesus Cristo, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores.

Vivemos momentos de adversidades. Mas lembre-se, o Deus que cuidou de Davi também cuida de você. O sofrimento, muitas vezes, é uma escola de Deus para nos fortalecer para chegarmos a lugares mais altos, para a glória do nosso Redentor, Jesus Cristo. 

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