Salmo 17.8: Esconde-me à sombra das tuas asas

“Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas…”. Salmos 17.8

Diante das injustiças que sofria, Davi ora ao Senhor. Ele clama a Deus pela justiça divina. Em face das adversidades, Davi recorre ao Senhor. Ele diz: “Guarda-me como a menina dos olhos”. O verbo “guarda-me” aqui vem da raiz shamar. Esse verbo significa preservar, salvar, manter sob vigilância, entesourar (guardar como um tesouro). Davi clama para que Deus o guarde como a pupila dos seus olhos. Diante da primeira ameaça, uma das primeiras coisas que protegemos são nossos olhos, pois são importantes para nós e são sensíveis. Assim, Davi clama a Deus para que o proteja assim como nós protegemos nossos olhos. Somos preciosos aos olhos de Deus e ao mesmo tempo frágeis. Por isso ele nos protege como a menina de seus olhos. 

O outro pedido de Davi nesse versículo é: “esconde-me à sombra das tuas asas”. O verbo “esconde-me” vem da raiz satharque significa ocultar, ser escondido cuidadosamente. Não é apenas colocar algo longe das vistas de qualquer maneira, mas cuidadosamente esconder com um propósito. A Bíblia diz que Deus se esconde de nós (Isaías 45.15), ele cuidadosamente se esconde com o propósito de que nós o busquemos e então ele se revele a nós. Agora, Davi clama para que Deus o esconda nas sombras de suas asas. Davi não está pedindo para que ele não seja visto pelas adversidades com o intuito de não sofrer, mas para que Deus seja o seu refúgio e protetor. Ele utiliza a figura das asas da águia como citado por Moisés em Deuteronômio 32.11, 12 quando temos: “Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os os leva sobre elas, assim, só o SENHOR o guiou”. Davi pede que Deus cuide dele como uma águia cuida de seus filhotes. 

Há dois mil anos, o Deus unigênito quis reunir pessoas para estarem debaixo de suas asas, porém eles o rejeitaram. Jesus disse em Mateus 23.37: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”. A repetição, na cultura judaica, revela intimidade. Jesus conhecia aquele povo de perto, porém eles o rejeitaram. Eles careciam da graça de Deus, mas a rejeitaram. Muitas vezes nós passamos por dificuldades, e somos chamados a reconhecer a graça de Deus e receber o seu cuidado. 

Em face das adversidades, como temos reagido? Como Davi ou como a cidade de Jerusalém? 

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