Gênesis 41.50-52: Como lídar com os problemas que nos afligem

Introdução

JOHN BUNYAN

Alguns anos depois de sua conversão, ele ficou viúvo e sua esposa deixou-lhe 4 filhos, sendo uma delas cega. Ele casou-se novamente com uma mulher muito piedosa, Elizabeth, que foi sua companheira e ajudadora o resto de sua vida; tornou-se pastor de uma congregação batista e, a partir da década de 1660, com o retorno da monarquia e a proibição do ministério de pregação leiga e não conformista, Bunyan passou a ser encarcerado em inúmeras oportunidades. A soma do tempo em que Bunyan passou na prisão totaliza 12 anos.

Durante seu julgamento, Bunyan defendeu seu direito de pregar lendo a passagem de 1 Pedro 4.10-11, que diz: “Servi uns aos outros cada um conforme o dom que recebeu como bons despenseiros da multiforme graça de Deus; se alguém fala, fale conforme os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Cristo Jesus, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

Bunyan foi encarcerado. E em cada oportunidade de sair da prisão, prometia que voltaria a pregar.  E voltava à prisão.  Seus dias de encarceramento foram de muitas incertezas e dificuldades

A cada dia, Bunyan sentia-se, literalmente, com a corda no pescoço. Ele sabia que poderia morrer a qualquer momento. Além disso, o pensamento das privações e sofrimento que sua família passaria era algo que lhe cortava o coração. Durante seu período de encarceramento, Bunyan registrou o seguinte

“A separação de minha esposa e de meus filhos, sempre me tem sido como arrancar a carne de meus ossos, enquanto estou neste lugar. Isso não somente porque os amo demais, mas porque sou sempre lembrado de suas privações, misérias e da grande falta que minha família terá, se for tirado deles, especialmente minha pobre filhinha cega. Ah, pensar nas privações que minha doce filha cega pode passar quebra meu coração. Pobre criança! Que grandes sofrimentos será sua porção neste mundo. Ela poderá  ser esbofeteada, mendigar, passar fome, frio, não ter o que vestir e milhares de outras calamidades.”

Foi na prisão que Bunyan escreveu sua obra prima, O Peregrino e sua autobiografia, “Graça Abundante ao Principal dos Pecadores.” Mas Bunyan produziu muitas obras e escritos. Segundo o historiador Christopher Hill, Bunyan escreveu cerca de 58 obras!

Bunyan foi alguém que produziu teologia sob o fogo da provação!

Problemas no trabalho, escola, igreja? Como lidar com os problemas ao nosso redor? 

Vemos aqui uma parta da história de José. 

Como ele lidou com essas situações. 

Como prosperar no escuro. 

Contexto: Gn 37-44

Longe de casa, longe da família. Destruído. Com 17 anos. Deus lhe dá sonhos. Sonhos grandiosos. Porém o que vem a seguir, nos próximos 13 anos não é nada grandioso aos olhos humanos.

1) PERCEBENDO A BÊNÇÃO DE DEUS QUANDO ESTAMOS NO ESCURO

Gênesis 39: 

Vs. 2 – o Senhor era com José e ele tornou-se um homem de sucesso. 

No momento mais difícil de sua vida o Senhor era com ele. Ele prospera no escuro. 

Vs. 4 e 5 – ele alcançou favor. O Senhor abençoou. 

Vs. 6 – Ele era bonito e a esposa de Potifar queria deitar-se com ele. Diariamente tentava. 

Ela o acusa de estupro e ele vai preso. Não era um bom dia. 

As coisas vão de mal a pior. De escravo a prisioneiro acusado de estupro. Sem julgamento, sem advogado. Sem quem o defendesse. 

Exceto por uma coisa: vs. 21. O Senhor era com ele. E deu-lhe favor diante do carcereiro. Abençoado novamente. 

Vs. 23 – O Senhor era com ele. Tudo que ele fazia prosperava. 

Deus era com ele na escravidão e na prisão. Deus o prospera ele na escravidão e na prisão. Deus lhe dá favor na escravidão e na prisão. Onde ele está Deus o abençoa. 

Em toda a história de José somente nesse capítulo o nome YHWH é encontrado. No início vs 2-5 e no final vs. 21-23. Em todo lugar, a bênção do Deus pactual. 

Problemas nos acometerão. Dificuldades virão. É certo que passaremos por aflições. É só uma questão de tempo. 

Por que Deus fez isso com José? Como pode Deus permitir que isso aconteça com ele? 

A razão do porque Deus o abençoa no início e no fim do capítulo está exatamente no meio do Capítulo 39: O centro do capítulo explica a bênção de Deus – vs. 7-9: 

7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. 8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. 9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?

Ele tinha um compromisso com Deus. Como José podia ser tão comprometido? Ele se esqueceu que foi abandonado e vendido por seus irmãos? Ele poderia ter favores se se deitasse com a esposa de Potifar. Mas ele preferiu a prisão do que o pecado. Ele vivia para a glória de Deus e pouco lhe importava o que aconteceria com ele. Ele não apenas não leva em conta o seu passado doloroso, como também não leva em conta o que poderia acontecer com seu futuro, ele se importa em viver para a glória de Deus em seu presente. Ele queria manter-se fiel e obediente. Era obediente agora. Sua obediência não era condicional, ele era comprometido com a reputação de Deus, de seu senhor. Ele frutifica. 

Ele podia não compreender a situação ao seu redor, ele cria e confiava em Deus. 

Seja esquecido do passado e do futuro e frutífero (mantém-se obediente no presente) 

1) ESQUECIDO DO PASSADO E DO FUTURO

Veja os nomes que ele deu a seus filhos depois que ele se torna o primeiro ministro do Egito: 

Cap. 41.5: Manassés (levado a esquecer): Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai 

Esqueço! Deixo para trás. Não permito que o meu passado defina o meu presente. 

Só podemos experimentar as bênçãos presentes de Deus se nos esquecermos das aflições do passado. 

José não se torna um homem amargo pelo que fizeram com ele. Ele não se torna vingativo. Ele não deixa de abençoar as pessoas. 

Erros. Pecados. 

Viver o presente. Excesso de futuro gera ansiedade, excesso de passado, depressão. Devemos focar em viver o presente para a glória de Deus.

2) FRUTÍFERO NO PRESENTE

41.52: Efraim (duplamente frutífero): Deus me fez próspero na terra da minha aflição

Diante das circunstâncias José escolheu ser frutífero. Seja frutífero vivendo uma vida de obediência mesmo na terra da aflição. 

Viver com integridade. Falta de integridade. Infidelidade. Integridade é a marca do homem frutífero. Não sei qual pecado ou falta de integridade ainda predomina em sua vida. Somos chamados a deixar isso para trás e ser frutíferos na terra da aflição. Ser obedientes agora! 

Seja esquecido. Seja frutífero. E teremos as bênçãos de Deus! 

Mesmo na prisão e na escravidão ele prosperou. 

ELE FOI PREPARADO NA AFLIÇÃO PARA RECEBER AS BÊNÇÃOS DE DEUS

Devemos perceber que a bênção não é chegar lá, mas perceber a presença de Deus em todo o caminho.

Ex: Calebe e Josué (no deserto). José nos 13 anos. Paulo preso.  

Então Deus o coloca como primeiro ministro do Egito, a maior potência do mundo. O sonho de José se cumpre. Por duas vezes seus irmãos estão curvados diante dele. Deus estava o tempo todo no controle e ele sabe disso. Ele tem isso em seu coração, Deus foi quem me trouxe para cá. 

Estamos cônscios da presença de Deus e de sua soberania?  

CONCLUSÃO: 

Quem Sou Eu?

Quem sou eu? Seguidamente me dizem que saio da minha cela tão sereno, alegre e firme qual dono de um castelo.

Quem sou eu? Seguidamente me dizem que da maneira como falo aos guardas, tão livremente, como amigo e com clareza parece que esteja mandando.

Quem sou eu? Também me dizemque suporto os dias do infortúnio impassível, sorridente e com orgulho como alguém que se acostumou a vencer.

Sou mesmo o que os outros dizem de mim? Ou apenas sou o que sei de mim mesmo? Inquieto, saudoso, doente, como um passarinho na gaiola, sempre lutando por ar, como se me sufocassem, faminto de cores, de flores, às vezes de pássaros. Sedento de palavras boas, de proximidade humana, tremendo de ira a respeito da arbitrariedade e ofensa mesquinha, nervoso na espera de grandes coisas, em angústia impotente pela sorte de amigos distantes, cansado e vazio até para orar, para pensar, para produzir, desanimado e pronto para me despedir de tudo?

Quem sou eu? Este ou aquele? Sou hoje este e amanhã um outro? Sou porventura tudo ao mesmo tempo? Perante as pessoas um hipócrita? E um covarde, miserável diante de mim mesmo? Ou será que aquilo que ainda em mim perdura, seja como um exército em derradeira fuga, à vista da vitória já ganha?

Quem sou eu? A própria pergunta nesta solidão de mim parece pretender zombar. Quem quer que sempre eu seja, tu me conheces, ó meu Deus, sou teu.

Dietrich Bonhoeffer. Resistência e submissão: cartas e anotações escritas na prisão. São Leopoldo: Sinodal, 2003, p.468-469.

Perseguido por Hitler, viu o mal progredir e preso em abril de 1943 por ajudar judeus a fugirem para a Suiça. Sua esperança estava apenas no Senhor. 

Ele foi morto enforcado, três semanas antes do fim da guerra. Naquele mesmo momento, é recebido no céu pelo Senhor Jesus Cristo. 

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