Joel 1.1-20: Em tempos de crise, um apelo à nova geração

INTRODUÇÃO Em 79 d.C. a cidade de Pompéia chegou à destruição total. Uma cidade próxima de Nápoles na Itália. Eles estavam tranquilos, pessoas se davam em casamento, festas, tudo normal. Com a erupção do Vulcão Vesúvio, a cidade foi completamente destruída. Cerca de 16 mil pessoas morreram. Fogo veio do céu destruindo aquela cidade completamente. 

Algo semelhante ao que aconteceu com Sodoma e Gomorra, que sofreram o juízo de Deus. Totalmente destruídas com fogo que veio do céu. 

Sabemos que Deus é soberano e controla todas as coisas, até mesmo os desastres naturais. Às vezes para destruir o mal, às vezes para trazer seu povo ao arrependimento. Nesse texto vemos um exemplo disso. 

Contexto: 

DATA 

A data mais provável seria em um contexto pós-exílico por causa dos textos que descrevem as devastações feitas pelas nações em Judá (3.1-8): loteando e distribuindo a terra, lançando sortes sobre o povo, vendendo crianças à escravidão por quase nada, arrancando o outro e prata das pessoas, espalhando-os por toda a região do Mediterrâneo. A menção aos filhos dos gregos (3.6) também situa o livro em um contexto pós-exílico. 

Desta forma, podemos situar o livro de Joel em uma data após exílio. Isso explica a não existência de um rei sendo intimado, também, lembra como os Edomitas foram perversamente oportunistas no exílio (3.19) e como os egípcios, em quem Judá confiou na sua rebelião contra a Babilônia, foram impotentes e até traiçoeiros (2 Rs 24.1-7, Jr 46.1-26). O povo de Tiro e Sidom e Filístia também contribuiu para o sofrimento de Judá, seja de forma direta (Ez 25.15-26.7), seja de forma indireta através da compra de escravos. Judá foi exilado, porém o ritual do templo ainda está em plena atividade. Com toda essa combinação de inferências, é possível situarmos o livro de Joel em uma data próxima à dos livros de Ageu e Zacarias, mas após o término do segundo templo, reconstruído por Zorobabel e concluído por volta de 515 a.C. Como o livro de Malaquias está em 450 a.C. e relata a devastação de Edom no passado, e Joel a relata como no futuro, então podemos situá-lo por volta de 500 a.C.[1]

CONTEXTO HISTÓRICO 

Há pelo menos três pontos que precisam ser considerados para o contexto histórico: 

1)O incidente do saque dos utensílios de ouro (3.5). A prata e o outro foram levados por Nabucodonosor quando invadiu a Jerusalém. Em Daniel 5.2 lemos que Belsazar mandou trazer os utensílios de ouro que seu pai tirara do templo para que eles bebessem em sua festa. Isso situa o livro de Joel em um contexto histórico pós-exílico.

2) No Cap. 1.6 – nação subiu, e é uma das nações que vai invadir, e mostra que Israel ou já fora invadido. 

3) A pregação do profeta Joel ocorreu quando o templo ainda existia e o sacerdócio estava em funcionamento. Não sabemos com exatidão o tempo de sua pregação. Segundo Hubbard, há indícios que sugerem que Joel tinha vínculo com o templo, familiaridade com a liturgia e atividades do templo e a descrição do papel dos sacerdotes.[2]Em Jl 1.6, Joel faz referência aos gafanhotos e os compara a um povo que subiu. 

CONTEXTO LITERÁRIO 

O livro de Joel é dividido em duas partes. A primeira vai de 1.1 a 2.17, e a segunda vai de 2.18 a 3.21. A primeira parte trata como o pronunciamento da ira de Yahweh, onde domina a praga de gafanhotos e a recuperação dela. A segunda parte, é introduzida pelo amor ativo de Yahweh que o leva a defender e fazer prosperar seu povo, com uma ênfase em uma era escatológica vindoura. 

A primeira parte de Joel tem correlações com a segunda, demonstrando uma estrutura cuidadosamente planejada.[3]Temos por exemplo: 

Chamado ao arrependimento (1.2-14)Derramamento do Espírito (2.28-29)
Dia do SENHOR (1.15-2.2a)Dia do SENHOR (2.28-32)
O exército do SENHOR (2.2b-11)O exército das Nações (3.1-3)
A misericórdia do SENHOR da Aliança (2.12-14)A preocupação do SENHOR com a aliança (3.4-8)
Chamado ao arrependimento (2.15-17)Chamado à guerra do SENHOR (3.9-11)
A reação do SENHOR (2.18-20)A reação do SENHOR (3.12-17)
Renovação das bênçãos (2.21-27)Renovação das bênçãos (3.18-21)

Grande crise financeira: 

  • Praga de gafanhotos 
  • Grande seca havia se instalado por alguns anos, provocando incêndios e graves problemas financeiros. Um país que dependia da agricultura. Faltava alimento, recursos, e prejudicava o trabalho do templo. 

Joel interpreta a praga como um juízo de Deus contra seu povo porque não estavam servindo a Deus de todo coração, embora tivessem muita religiosidade externa. 

Ele vê a invasão de gafanhotos e as calamidades como um prenúncio do dia do juízo final. Em que Deus virá para julgar. 

Joel vê o momento presente e vê o momento futuro e mistura as duas coisas. Isso era muito comum nos profetas. Eles viam duas ou três coisas ao mesmo tempo. Não viam a diferença de tempo entre um e outro.

Duas posturas

1) Vejam o que está acontecendo. Jovens, velhos, sacerdotes.

2) Chama o povo ao arrependimento e volte a Deus de todo o coração. Que deixem a religião externa, e venham a Deus com um coração contrito. E diz que Deus agirá com misericórdia. Deus pode reverter essa situação. Para que não entrem no dia do juízo e sejam condenados. 

O tema central é o Dia do Juízo. O grande dia do Senhor. Que tem como prelúdio as calamidades que vem sobre o mundo. 

  1. Culto da boca para fora 
  2. Fato que vem para a igreja 
  3. Isso não quer dizer que nosso coração é convertido 
  4. Nosso país passa por uma crise financeira, crise política
  5. Isso não é fruto do acaso 

O livro pode nos ajudar. 

1.1-20 – Invasão dos Gafanhotos  

1) Uma ordem ao arrependimento: verbos no imperativo (vs. 1-14) 

Vs 2, 3 – chama a atenção dos anciãos. 

Os que tem memória, algo novo está acontecendo, para que contem às novas gerações para servir de exemplo. Um apelo à nova geração. Não caiam no mesmo erro. 

Vs. 4 – Ele descreve a praga: quatro ondas de insetos vindo sobre a terra. Há quem defenda que sejam as fases do gafanhoto, ou tipos diferentes de gafanhoto. Contudo, o que parece mais próximo do sentido original são quatro ataques sucessivos de insetos, mostrando a intensidade da devastação que é gradual. São quatro palavras em hebraico distintas para gafanhoto (existem outras cinco). O resultado é uma devastação geral. Pragas temidas naquela época. Uma das 10 pragas do Egito foi essa. Acabavam com a colheita e acabavam com a economia. 

Exemplo: 05 de Agosto de 2004

“As pessoas queimam pneus e lixo nas ruas da capital da Mauritânia para tentar conter nuvens de gafanhotos, que a Organização de Agricultura e Alimentação da ONU (FAO) qualificou de a pior invasão subsaariana em mais de uma década. As nuvens, com densidade estimada em 50 milhões de insetos por quilômetro quadrado, começaram a chegar na quarta-feira a Nouakchott, voando de vários pontos do norte da África. Logo começaram a devorar árvores, jardins e o gramado do principal campo de futebol da cidade.”Em poucos minutos o céu ficou marrom. Todas as árvores estavam arcadas com o peso dos gafanhotos”, disse um morador. “É literalmente uma crise de proporções bíblicas”, disse Karen Homer, da organização humanitária World Vision, em Nouakchott. Ela acrescentou que a real devastação está ocorrendo nas áreas rurais, onde as plantações estão sendo destruídas e milhares de pessoas podem necessitar do envio de comida.”É muito triste, pois este ano tivemos boas chuvas após anos de seca”, disse Homer.A FAO advertiu que, como resultado das intensas chuvas, os gafanhotos estão se reproduzindo em níveis alarmantes no sul da Mauritânia e do Senegal. E a situação deve piorar com a chegada da época de procriação, em meados de setembro.Mais ao sul, a Gâmbia declarou emergência nacional. Teme-se que as nuvens de gafanhotos podem espalhar-se até o Sudão – eles podem se deslocar até 100 quilômetros por dia”.  (https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,praga-de-gafanhotos-ameaca-paises-da-africa,20040805p29186)

Depois de chamar a atenção para o evento que ocorreu gerando devastação, o profeta passa a se dirigir a várias classes dentro da nação mostrando como a praga os afeta diretamente: 

  1. Ébrios (vs. 5-8)

Veio um povo contra a minha terra – os gafanhotos. A videira de onde vem a uva. O vinho acabou. 

Os bêbados terão que ficar sóbrios. É como uma figura de Israel. Vocês estão embriagados, talvez assim percebam. 

Os primeiros a sentirem o efeito da devastação eram aqueles que buscavam o vinho. A vide estava destruída. Não haveria mais bebida para Israel. 

Eles são conclamados a chorar, em contraste com a alegria usual do ato de beber. Vocês não percebem a situação? Deixem a embriaguez e a falsa alegria, e se arrependam. 

Como deve ser esse lamento? 

Vs. 8 – essa aflição indizível era comparada um exemplo terrível de luto: a tristeza de uma mulher prometida em casamento, cujo futuro esposo (marido da mocidade, alguém a quem ela está prometida em casamento) morre antes de poderem consumar o casamento e ela não pode ter um herdeiro. Ela não terá uma perspectiva de futuro. 

Israel está se dissipando. Seu futuro está em jogo. 

  • Lavradores e Vinhateiros (vs. 10-12) 

Já não há mais fruto na vide, e nem alimento no campo. O trigo e a cevada pereceram. A  vide secou e a figueira murchou. A romeira, a macieira, a palmeira. Não há mais nenhuma árvore frutífera. Não há mais alimento no campo. Não há mais bebidas disponíveis. 

Eles são conclamados a se envergonhar e uivar (clamar). A questão não é apenas que houve uma grande tragédia da qual não temos nada a ver. Devemos nos envergonhar porque nós somos os responsáveis por essa esterilidade. Deus agora mostra fisicamente a situação espiritual do seu povo. 

  • Sacerdotes e Ministros do Altar (vs. 9, 13-14) 

Aqui nós temos as razões principais dessa aflição. A comunhão com Deus por meio da oferta de cereais (alimentos) e da libação (oferta de bebida) tem que cessar. A oferta de cereais e de bebida eram oferecidas no Templo todas as manhãs e tardes (Êx 29.38ss; Nm 28.1ss). Esses sacrifícios eram requisitos para Deus encontrar-se com seu povo (Êx 29.42-43). Essa suspenção do sacrifício diário era a suspenção da relação da aliança. Um sinal de que Deus havia rejeitado seu povo. 

Vs. 9 – está faltando mantimento para a casa de Deus. O culto foi afetado. Era baseado em ofertas. Uma vez que a seca veio, não sobrou mais nada. As ofertas da Lei de Moisés agora estão em falta também (os manjares, os animais). Os ministros estão enlutados. 

Tudo secou. O que a seca não acabou, os gafanhotos comeram. Não havia recursos (os três principais produtos cessaram: o azeite, o vinho e os cereais – os três relacionados à oferta de manjares e libação). A situação era crítica. E o profeta diz que a mão do Senhor estava por trás disso. 

Vs. 13-14 – se dirige aos ministros de Deus. Se lamentai, uivai, passai a noite vestidos de pano de saco. Promulgai santo jejum, congregai, clamai. 

O profeta agora se dirige aos sacerdotes com um apelo: uivem (clamem a Deus). Eles estavam vendo a desgraça e continuavam no serviço sem entender a gravidade. O profeta era o homem que Deus levantava quando o rei, os sacerdotes e juízes não cumpriam seu papel. Deus levantava um profeta no meio do povo. 

Clamem a Deus, busquem a Deus pois somente ele pode mudar essa situação. Se quebrantem (pano de saco). Não há como servir a Deus (faltam recursos para o culto). 

  • Todo o povo

Ele também se dirige ao povo: santo jejum, congregai os anciãos. Convocação geral. Ao mesmo tempo que faz essa conclamação, ele faz uma antecipação do Dia do Senhor. 

O pranto dos sacerdotes não era suficiente, o arrependimento deveria ser nacional. Todas as pessoas conduzidas ao arrependimento diante do Senhor. Um jejum: já não há alimento, mas agora eles se voltam para o Senhor. Colocam pano de saco e cinzas. 

Muitas vezes Deus nos faz passar pela aflição para que nos voltemos para ele em pano de saco e cinzas. Não queremos nos curvar, então ele nos dobra. 

2) A iminência da vinda do Dia do Senhor 

Vs. 15-18 – recapitula o que está acontecendo, eis aqui a razão do porquê clamar a Deus. 

Eles devem reconhecer que essa calamidade é algo muito mais sério do que uma praga de gafanhotos, é o braço do Senhor contra o seu povo. 

Ah (ahahh – interjeição de lamento – traduzida também como ai), que dia. Vem “como assolação” (keshod) – violência, estrago, devastação. 

(Caso do surfista que caiu em uma onda gigante em Portugal. Depois passaram mais quatro ondas de mais de 20 metros de altura por ele). 

Vocês estão vendo essa devastação da praga de gafanhotos? Virá uma maior. 

O Dia do Senhor ocorre cinco vezes (1.15, 2.1, 11; 3.4; 4.14) em uma distribuição que envolve cada uma das quatro maiores divisões do livro. O Dia do Senhor deve ser entendido como tendo origem na guerra santa Israelita e particularmente na expectativa cultural de que a verdadeira soberania poderia completar a guerra de conquista em um único dia, onde ele escolheu intervir em uma batalha existente.[4]

A guerra de conquista é central em Joel. A grande conquista de Judá e Jerusalém, sem paralelo em outras eras (1.2). O dia do Senhor quando ele intervirá para proteger e beneficiar seu povo e suprimir seus inimigos. Esses dias estavam próximos, a iminência desse dia é um padrão profético, mas o tempo atual dos dois eventos são separados com um tempo incerto. 

O juízo veio e trouxe devastação. Desolação. Não há mais nada nos celeiros. E isso afeta também a pecuária. O gado e as ovelhas perecem porque não tem alimento para comer. Toda a criação sofre por causa da quebra da aliança. 

Estamos como os cidadãos de Pompéia, que diante do mal estão tranquilos, ou percebemos que o Dia do Senhor está próximo? 

3) Uma súplica ao Senhor 

V. 19 e 20 

O próprio Joel clama a Deus. Ele pede por misericórdia. A situação é de calamidade. 

Ele toma parte nesse clamor a Deus. Depois de convocar os ébrios, lavradores e vinhateiros, os sacerdotes e todo o povo, agora ele se volta ao Senhor. Não apenas ele como também os animais do campo (vs. 20). O profeta não apenas diz para o povo o que devem fazer, mas busca a face do Senhor. Ele vive o que prega. Ele está preocupado pois se a nação perecer, ele perecerá também. Somos um corpo. Se um sofre, todos sofrem. 

Quando pecados não são confessados, todos sofrem. 

Quando não se pede e não se libera perdão, todos sofrem. 

Quando as coisas vão de mal a pior, todos sofrem. 

Em tempos de crise, devemos nos voltar ao Senhor. 

Aplicação: 

Algumas lições do Cap. 1 

  1. Não existe nada ao acaso. 

Deus não manda apenas coisas boas, mas também a calamidade. A tragédia, a carestia, a praga de gafanhotos, a seca, o deserto. Deus está querendo despertar o seu povo para busca-lo. Para nos tirar da religiosidade formal, para uma volta real a ele. Abandonar a negligencia espiritual. Para nos sacudir e mostrar que nosso reino, nosso destino não é aqui. 

As vezes estamos tranquilos, achamos que estamos no controle e de repente vem uma praga de gafanhoto e perdemos tudo. E então nos voltamos para o Senhor. 

Busquem a Deus, ele é a nossa esperança. 

  • A preocupação de Joel com o culto a Deus 

O profeta não está preocupado apenas com o bem-estar do povo e seu, mas também com o culto a Deus. 

Muitos não se preocupam com o culto a Deus. O centro da igreja é o Senhor. 

Muitos buscam na igreja um culto da vontade. Onde buscam aquilo que mais as agrada e não se preocupam em compreender o que o Senhor prescreve, e a maneira como esse culto deve ser. Não é como eu penso que deve ser, mas como a Bíblia diz que deve ser. 

Esse culto tem como objetivo os ouvintes e não Cristo. Há uma preocupação de agradar as pessoas, seja trazendo uma mensagem confortadora, seja com um ambiente mais acolhedor, e tiram do culto qualquer coisa que possa desagradar as pessoas. Esse é um culto que está presente na maioria das igrejas evangélicas hoje. Um culto que não tem Cristo como centro, mas sim, os ouvintes. O objetivo final desses cultos não é a glória de Cristo, mas estarem cada vez mais cheias e mais ricas. Tais igrejas afirmam estar pregando o evangelho e sendo relevantes, porém tais cultos não são para Deus e sim para homens. Calvino afirma que “fora de Cristo nada existe senão ídolos”.[3] Um culto que não tem sua centralidade em Cristo é um culto idólatra que atrai sobre si a ira de Deus.


[1]HUBBARD, David Allan; “Joel e Amós”; São Paulo: Vida Nova, 1996, p. 31.

[2]HUBBARD, David Allan; “Joel e Amós”; São Paulo: Vida Nova, 1996, p. 32.

[3]FINLEY, Thomas; “Joel, Amos, Obadiah – The Wycliffe Exegetical Commentary”; Chicago: The Moody Bible Institute, 1990,p. 13-14.

[4]STUART, Douglas; “Word Biblical 31 – Hosea-Jonah”;Texas: Word Books Publisher, 1987,p. 230-231.

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