2Reis 6.1-23: A graça de Deus que nos leva a agir com graça

Introdução: 

Diante das dificuldades, podemos muitas vezes nos desesperar, mas nesses momentos é hora de nos prepararmos para perceber a graça de Deus presente em cada momento de nossa vida. Há sussurros da graça de Deus por todos os lados, às vezes imperceptíveis, mas se pararmos para ouvir, teremos uma outra visão sobre aquilo que acontece ao nosso redor. Deus continua trabalhando. 

A despeito do sofrimento, das dificuldades, das más notícias, das tragédias, do caos ao nosso redor, Deus continua no controle, reinando e sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. 

Contexto: 

Em 2Reis 5 temos o relato da história de Naamã, que era o capitão do exército da Síria. A nação mais poderosa da época, e muito temida por Israel. O rei treme de medo quando Naamã chega a Israel pedindo para ser curado de sua lepra. 

Agora, novamente temos essa nação à espreita de Israel, há uma crise entre as nações, e os inimigos querem destruir Israel. A nação pode ser destruída, as mulheres levadas como despojo de guerra, os homens mortos. Suas mulheres e crianças estavam em perigo. 

Em meio a tudo isso, inicia-se 2Reis 6 com um relato de uma casa de profetas em Israel. Eliseu dava aulas em um seminário em Israel, porém o lugar estava ficando pequeno. O homem de Deus acompanha seus alunos na construção de um seminário maior. Apesar da crise política, haviam homens em Israel querendo conhecer mais sobre a palavra de Deus, e andar com o profeta. Eliseu está discipulando pessoas. 

Eles iniciam a jornada, e Eliseu os acompanha.

  1. A Graça de Deus cuida mesmo nas pequenas coisas: O Deus que cuida das grandes coisas, cuida também das pequenas (vs. 1-7) 

Naquele tempo o ferro era algo não muito comum e era caro. Aquele discípulo de profeta, estava trabalhando para ampliar a escola de profetas em Israel, e tomou emprestado um machado. Agora, para pagar, ele poderia ter que ficar como escravo até quitar toda a sua dívida. 

Muitas vezes, podemos sofrer mesmo fazendo o bem. Ele está angustiado, desesperado. Sua vida está em jogo. 

Israel estava em guerra contra a Síria. Nos versículos 24 em diante vemos o cerco que Ben-Hadade faz a Israel fazendo que passassem fome a ponto de mães comerem seus próprios filhos para não morrer. 

Contudo, para Deus não há coisas grandes ou pequenas. Ele cuida de Israel na guerra, e ele cuida de um discípulo de profeta desconhecido em Israel. 

Não havia esperança para aquele jovem, mas a graça de Deus trouxe a esperança de volta. 

  • A graça está presente mesmo quando não vemos: Deus está no controle, mesmo quando não conseguimos ver (vs. 8- 17) 

O exército sírio cerca Eliseu. Novamente, um homem de Deus sofrendo fazendo o bem. Ele é cercado juntamente com seu discípulo. Ele poderia ficar angustiado, sofrendo, desesperado. Sua vida estaria em jogo. Esse é o sentimento do moço ao seu lado. “Ai! Meu senhor! Que faremos?” Expressão de desespero. “Ai meu senhor” é repetida duas vezes nessa perícope (vs. 5, vs. 15). Essa mesma expressão também refletiria bem o pensamento do exército sírio dentro da Samaria, e nos três momentos a graça de Deus mudou as circunstâncias.

Vemos aqui o discipulado individual do profeta. Elias investiu em Eliseu, e Eliseu agora esta investindo em outros individualmente. Primeiramente em Geazi no Cap. 5, e agora nesse discípulo. 

Qual a resposta de Eliseu? “Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. 

Precisamos ter nossos olhos espirituais abertos. Não há batalha perdida quando estamos do lado do Senhor. Não há coisa difícil. E não há desespero. Não ficamos angustiados e nem ansiosos pois sabemos a quem servimos.

Não havia esperança no coração daquele discípulo, mas a graça de Deus trouxe a esperança de volta. 

  • Agindo com Graça: Preparando um banquete para os inimigos (vs. 18-23) 

Agora, os inimigos são colocados diante do rei de Israel. Quando percebemos que Deus cuida de nós nas coisas pequenas e nas coisas grandes, não precisamos lutar. Eles poderiam pensar: se os matarmos, não haverá mais guerra. Se matarmos todos os homens, não precisaremos mais temer. Vamos resolver logo isso. Contudo, não matar aqueles homens, seria confiar que Deus os continuaria guardando, exercer misericórdia diante de homens que estavam rendidos diante deles, não pelas suas mãos. Mas pela mão do Senhor. 

A batalha está ganha, e confiamos tanto no Senhor que não precisamos temer o mal. Eles então preparam um banquete para seus inimigos. Eles os alimentam. Eles servem aqueles que os queriam matar. 

Não havia esperança para aquele exército, mas aqueles a quem Deus deu esperança, puderam levar esperança. 

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Deus nos serviu quando nós o queríamos matar. Deus salvou seus inimigos. Agora somos chamados a servir a outros. 

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