Salmos 31.4,5: Sofrimento e Testemunho

“Tirar-me-às do laço que, às ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza. Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade”. Salmo 31.4,5

Davi está sofrendo e clama a Deus pois ele é seu castelo forte (vs. 3), sua fortaleza (vs. 4). Ele sabe que Deus o livrará e o protegerá, contudo, apesar de saber da fidelidade de Deus, ele continua sofrendo. Ele tornou-se uma objeto de opróbrio (herpah) diante dos seus adversários. Essa palavra significa alguém reprovado, desdenhado, vergonhoso. Pelos seus conhecidos, Davi é ignorado e rejeitado (vs. 11). Além disso, seus inimigos querem tirar-lhe a vida. Por que tanto sofrimento? Por que tanta aflição? 

Diante do sofrimento e da aflição muitas vezes não compreendemos os planos de Deus. O nosso desejo é de estar em uma situação estável e próspera, entretanto, quando o dia mau vem, parece que Deus nos esqueceu. Parece que Deus permanece distante e está alheio às nossas dores. Isso não é verdade. O sofrimento de Davi se torna um testemunho para que outros, como nós, pudessem aprender com ele. Seu sofrimento se transforma em testemunho para o povo de Deus e para as nações. 

Davi diz: “Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia”. Aqui percebemos que o sofrimento de Davi aponta para algo muito maior, o sofrimento vicário do Senhor Jesus. Ele resplandece o próprio Deus em seu sofrimento. Ele aponta para alguém muito maior do que ele. Na cruz do Calvário, Jesus Cristo repete as mesmas palavras de Davi neste salmo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Quando sofremos, devemos nos lembrar daquele que sofreu por nós. Devemos perceber que as mãos traspassadas daquele que nos amou estão estendidas para nós. 

Por fim, Davi termina dizendo: “Amai o SENHOR, vós todos os seus santos. O SENHOR preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo. Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR” (vs. 23-24). Somos convocados a amar o Senhor independentemente das circunstâncias. Somos convocados a confiar no Senhor pois ele é justo. E somos convocados a mantermo-nos firmes e revigorados, mesmo em face das aflições, pois esperamos a vinda daquele que morreu a nossa morte para nos dar a vida eterna. A nossa esperança é a mesma de Davi: a vinda do Messias, o Rei da Glória, que virá para destruir toda injustiça e salvar-nos por sua misericórdia e graça para reinamos com ele para todo o sempre, amém! 

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