Salmos 32.1,2: Perdão, Propiciação e Justificação

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo”. Salmos 32.1-2

O Salmo inicia com o título: “De Davi. Salmo Didático” (ledavid maskil). A palavra hebraica maskilé um termo literário musical que remete à uma canção que ensina alguma lição de sabedoria. Neste caso, Davi foi perdoado, e agora, por meio deste salmo, faz uma canção para ensinar a cada um de nós sobre o perdão de Deus. 

Ele inicia usando a palavra “Bem-aventurado” (ashere). Essa palavra traz o significado de felicidade, de viver debaixo da bênção do Senhor. Só pode ser bem-aventurado aquele que foi perdoado. Neste caso, Davi sabe que todos estão debaixo de maldição e só podem ser libertos aqueles que Deus perdoar. Ele utiliza três palavras para destacar a nossa malignidade nos versículos 1 e 2: transgressão (pesha), pecado (chata’ah) e iniquidade ou culpa (avon). As três palavras hebraicas denotam o quão pecadores somos diante de um Deus santo. Todos nós, por causa das nossas transgressões, pecados e iniquidades somos culpados diante de Deus. Feitos malditos por causa dos nossos pecados. Entretanto, o salmo inicia dizendo que aqueles que antes eram malditos se tornaram bem-aventurados porque o Senhor perdoou suas transgressões, cobriu seus pecados e não atribuiu culpa a eles. 

Em Isaías 53 essas três palavras se repetem: pecado (chata’ah) – Salmo 32.1 e Isaías 53.12; transgressão (pesha) – Salmo 32.1 e Isaías 53.5, 8; e iniquidade (avon) – Salmo 32.2 e Isaías 53.5, 6, 11. O Justo, aquele que não cometeu nenhum pecado tomou sobre si as nossas enfermidades (Is 53.4). Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5). O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos (Is 53.6). Como cordeiro foi levado ao matadouro em nosso lugar (Is 53.7). Ele deu a sua alma como oferta pelo pecado (Is 53.10) e levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu (Is 53.12). 

Podemos ser perdoados, ter o nosso pecado coberto e não ter culpa atribuída a nós porque ele foi castigado em nosso lugar. Porque ele é quem é a nossa propiciação, ele é quem nos cobre diante de Deus e desvia para si a ira, bebendo o cálice da ira de Deus em nosso lugar. Ele é quem cumpriu a justiça de Deus em nosso lugar “posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca” (Is 53.9) e por isso “justificará a muitos” (Is 53.11) e assim somos declarados justos diante de Deus e ele não atribui a nós culpa nem iniquidade. Jesus Cristo é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que transforma a maldição em bênção. Éramos malditos, mas por causa de Jesus Cristo somos bem-aventurados. Aleluia! 

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