Marcos 15.16-39: A Vitória do Rei

Marcos 15.16-39

Tema: A Vitória do REI 

Segundo relatou a revista “Placar” em edição de março de 1999, com o título “Um presente para a mãe do zagueiro”:

A Versão: O Vasco vencia o Santos, no Maracanã, por 2 a 0. Os zagueiros Brito e Fontana infernizavam Pelé, perguntando um para o outro: “Cadê o Rei? Hoje o Rei não veio? Ele, então, empatou o jogo, marcou dois gols nos últimos minutos, Depois, entregou a bola a Fontana e disse: “Toma, leva para tua mãe. Diz que foi o Rei que mandou”.

Pelé diz: “Naquele dia, o Fontana e o Brito me encheram demais. Toda vez que a bola saía e eu ia buscar, um deles chutava mais longe, aproveitando que, naquela época, não havia tantos gandulas, depois, falavam: “É crioulo, essa não dá mais…”. Só que quando faltavam três minutos para o jogo terminar, fiz um gol, descontando para 2 a 1. Faltando dois minutos, fiz outro. Aí peguei a bola, dei para o Fontana e disse: “Tá vendo isso aqui? Leva para a sua mãe de presente”. 

Por que vibramos com uma história como essa? Um rei verdadeiro quando humilhado e zombado tem que mostrar quem é que manda.

Isso acontece quando somos menosprezados. Dos seus títulos, da sua capacidade, do que você fez. Sempre que alguém questiona a sua honestidade. Não queremos ficar por baixo. 

Tema: Hoje veremos sobre a vitória do rei, que é humilhado e crucificado, mas que triunfou. 

  1. A Humilhação

A vergonha, a exposição, a humilhação. Ele foi levado ao matadouro. Ele foi levado a Anás e Caifás. Ele foi levado para Pilatos. Ele foi levado a Herodes. Levado novamente a Pilatos. Ele é levado para fora da cidade. Um criminoso é morto fora da cidade. Ele é tratado como um criminoso comum. Sua morte não é uma morte protestada ou gloriosa  e inspiradora como vemos nos filmes. 

Mas é uma morte humilhante, como um malfeitor. Como um bandido. 

1oestágio de humilhação: os soldados, sob influência de satanás, eles querem mostrar seu poder de zombar do inimigo. Eles viram a oportunidade de humilhar alguém. Eles veem prazer na maldade. 

Eles estão diante do rei do universo. Ele está todo dolorido, ele está nu. Seus amigos o abandonaram. Ele não é o rei dos judeus? Alguém tem um manto real? Ah, tem um aqui. Tem uma coroa aí? Não. Mas podemos fazer com esses espinhos. Alguém se dá ao vil trabalho de preparar uma coroa de espinhos. Que rei ridículo, apanha na cabeça com seu próprio cetro. Se curvem diante do rei. Cospe na cara dele. Tampa o rosto dele, e bate, você não é profeta? Profetiza quem é que te bateu. 

Ele não reage. 

Provavelmente ele está completamente nu. Uma vergonha que ecoa a de Adão no dia em que se tornaram pecadores. Ele experimenta a mesma vergonha de nossos pais. 

Adão teve a dignidade de ter seu corpo coberto, para ele houve graça. Para o segundo Adão não. 

Pixação em uma parede romana do ano 200 d.C. Há um homem ao lado de uma cruz com as mãos erguidas em sinal de adoração, e na cruz, um bandido com uma cabeça de jumento. E uma frase escrita: Alexamenos adorando o seu Deus. A pichação é uma zombação para Alexamenos, que era um cristão. Eles dizem, esse Deus dele deve ser burro. Como pode um rei morrer como um bandido? Que tipo de rei é esse? Alexamenos foi zombado, mas não como Cristo foi zombado. 

E ele é crucificado.

Jesus poderia ter acabado com aquela humilhação e vergonha. Ele tinha todo poder. 

  • O Sofrimento 

Jesus é surrado. Ele aguanta a dor em nosso lugar. Ele já havia apanhado e sofrido de maneira diversa. A tensão se preparando para o que viria. Para ele tudo era mais intenso. Ele sabia que seria abandonado. Nos momentos mais difíceis, ele não pode contar com o apoio de seus discípulos. Ele é traído, negado e abandonado pelos seus amigos mais próximos. Ele passa aquela noite em claro. Quando passamos uma noite em claro, estamos acabados no dia seguinte. 

Ele apanha diante de Caifás e Anás. Ele tem um julgamento injusto. Está diante de Pilatos, um governante tolo. 

E agora é açoitado por tiras de couro com pedaços e ossos pregados na ponta. Um soldado de cada lado batendo de cada vez para não dar tempo nem de respirar. De um lado e de outro. As tiras pregam na carne e arrancam pedaços de carne e expõe ossos e até mesmo órgãos internos. Não é de admirar que ele não consegue nem carregar a cruz, e os soldados não o obrigam pois sabem que ele não aguentaria. Mais uma vergonha e humilhação. 

Simão, o cireneu carrega a sua cruz. Ele não está dando conta. E Simão é forçado pelas autoridades a carregar a cruz. Veja, um homem inocente carregando a cruz de um condenado. É isso mesmo? É uma grande ironia. Porque ali temos um inocente e justo carregando a cruz de condenados, inclusive de Simão o Cireneu. 

Vs. 22 – A crucificação continua, eles o levam para o Gólgota. E dão-lhe vinho com mirra. Uma alma caridosa lhe oferece uma bebida que entorpecia. Era uma última caridade feita a um condenado à morte. Um anestésico. Que faria diminuir o entendimento e aliviar a dor. Eles oferecem: alivie a sua dor. Faça do jeito mais fácil. Para ele é uma tentação. Ele precisa ter a mente clara nesse momento, ele ainda tem pessoas a salvar como o ladrão da cruz, ele precisa ensinar ainda seus discípulos e palavras a diz para ecoar por todas as gerações. Ele é o sacerdote de Deus. 

Ele sofre dor inimaginável. Ele é pregado na cruz. Esses pregos perfuram suas mãos e pés trazendo uma dor lancinante rasgando carne, músculo, tendões. Ele está com as costas feridas por causa dos açoites, e essas feridas grudaram no manto de púrpura que é arrancado sem avisar. 

Ele não pode tirar os insetos que pousam em suas feridas. Nos seus olhos, boca. 

Ele não consegue respirar direito. Para falar, ele precisa fazer força nos pés para levantar-se. 

Vs. 24: E repartem suas vestes para ver quem ficaria com o que. Talvez você seja assim também. O maior drama da humanidade diante dos seus olhos, e você preocupado com as suas próprias coisas. O que vai comer, o que vai fazer mais tarde. 

Deus mostra em seu tribunal o que o pecado merece. Que toda a criação enxergasse o que o pecado merece e ao mesmo tempo que todo aquele que contemple a Cristo, veja que ele é quem pode nos salvar da condenação do pecado. 

Vs. 26: eles colocam a epígrafe: O REI DOS JUDEUS para zombar dele. 

Ele só encontra incredulidade. 

Vs. 29-32: salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. 

Até os bandidos que estão do lado dele na mesma situação insultam a Jesus. Entre os condenados, ele é zombado. 

Eles dizem que ele é um falso profeta. Eles fazem chacota. Eles blasfemavam e o insultavam. Tu és um falso rei, não é poderoso. Um falso sacerdote. Não consegue salvar a si mesmo.

  • A Vitória 

Chegada a hora sexta. Já são três horas de crucificação. Todos acham que ele está ali por fraqueza, mas é força gigantesca que o mantém ali. Ele poderia descer, mas não desce. Tudo é de acordo com o plano. 

A renovação do pacto foi feito com o homem no Sinai. Em Dt 30.15-20 temos céus e terra sendo evocados como testemunhas do pacto. Testemunhas inertes e imutáveis da Criação. 

Quando os profetas faziam menção ao pacto, os céus e a terra eram chamados:

Ouçam, ó céus! Escute, ó terra! Pois o Senhor falou: “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim”.

Isaías 1:2

Agora, na cruz, novamente céus e Terra se manifestam. 

Os céus e terra que como testemunhas eram coisas permanentes e imutáveis na criação em contraste com a inconstância dos homens no pacto, agora diante do Deus Todo-Poderoso e ao mesmo tempo Imutável, Jesus Cristo, o Rei dos Reis, quando ele cumpre toda a lei e é crucificado, aquelas testemunhas antes inertes, agora se enegrecem e tremem diante do Rei da Glória que cumpriu todo o pacto e recebeu as maldições em nosso lugar. Por causa dele podemos receber a terra prometida como herança. Novos céus e nova terra. Pelos méritos dele. Pela graça. Por seu amor pactual a nós.

Salmo 31.5 – na hora da morte Jesus cita as escrituras. Ele é o autor. Ele viveu toda a lei perfeitamente. E morreu perfeitamente.

Curioso é que, no Salmo, Davi anteviu o livramento divino em seu favor não permitindo que ele fosse entregue aos seus inimigos (Sl 31:8). 

No Calvário, porém, o REI estava aparentemente nas mãos dos soldados romanos e dos seus opositores que dele zombavam (Lc 23:35-36). Se Deus protegeu Davi de Golias, dos exércitos dos filisteus, da cólera de Saul, da revolta de Absalão e das espadas de tantos outros adversários, eis que, desta vez, fez que Jesus viesse a ser morto pelos seus perseguidores.

Contudo, Jesus não é entregue aos seus inimigos para ser derrotado. Ele vence na cruz. 

Mas pra triunfar na cruz. Na cruz CRISTO torna os inimigos em amigos. Nós éramos inimigos de Deus, e por causa de sua vitória, podemos render-nos a Deus e ser salvos por ele. 

A morte da morte na morte de Cristo (defesa da expiação limitada). Jesus venceu na cruz. Na cruz expos a ignomínia  potestades e principados triunfando sobre eles na cruz!!! 

Divindade: 

Revela a divindade de Cristo: Segundo Boanerges Ribeiro: a tentação do Éden foi o homem querendo ser igual a Deus. A tentação do deserto foi para Jesus esvaziar-se de sua humanidade. Ele aponta que sua encarnação e morte foram voluntárias. Cristo foi tentado por Satanás a deixar sua natureza humana. Talvez o mesmo aconteceu no Getsêmani na noite anterior. 

Na morte ele prova sua divindade. Ele decide quando morrer. Ele entrega o seu espírito a Deus. Depois de ter pago pelos pecados, ele morre depois de apenas três horas na cruz. Ele disse: ninguém toma a minha vida. Eu espontaneamente a dou. Até na morte foi espontâneo. Ele não foi forçado. 

Jesus poderia ter escapado da morte no último minuto. Como disse no jardim, ele poderia ter convocado mais de doze legiões de anjos para resgatá-lo. Poderia ter descido da cruz, como os que dele zombavam o desafiaram a fazer. Mas ele não fez isso. Por sua livre e espontânea vontade ele se entregou à morte. Foi ele quem determinou a hora, o lugar e o modo de sua partida.

O véu rasgou. 

Centurião diz verdadeiramente era filho de Deus. Quando o filho for levantado verão que EU SOU.

Jesus nasce e é adorado, sendo homem é adorado pelos reis magos. Na sua morte também é reconhecido como Deus. Mesmo morrendo. 

E AO TERCEIRO DIA ELE RESSUSCITA! ELE DESTROI TODOS OS SEUS INIMIGOS PARA TODO O SEMPRE. 

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