1Pedro 2.1-10: Uma vida perante Deus

INTRODUÇÃO

Estive em uma viagem há alguns anos e conheci um grupo de muçulmanos. Fiquei bem próximo deles e falei de Jesus para eles. Porém um deles me chamou mais atenção pois parecia ser o mais devoto. Conversando com ele à parte perguntei: Quantas vezes você já leu o alcorão? (ele tinha certa de 30 e poucos anos de idade) E ele me respondeu: 45 vezes. 

No mundo islâmico existem as madrasas, que são escolas onde crianças são educadas no islamismo mais radical. E aos 12 anos de idade aqueles meninos recitam o alcorão de cor. 

Há países no mundo, que se uma pessoa tiver uma bíblia ela será presa. Na Coreia do Norte, se encontrarem algum cristão com uma bíblia, são enviados para campos de trabalhos forçados e nunca mais voltam. 

CONTEXTO: 

Depois de falar sobre a Salvação em Cristo, sobre a santidade na vida e nos relacionamentos, agora Pedro fala sobre a santidade do povo de Deus. Esse povo deve desejar a Deus mais do que qualquer outra coisa. 

1) UMA VIDA NA PALAVRA 

I. É necessário abandonar o pecado

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências” (1Pedro 2.1).

A conjunção “portanto” remete a 1Pe 1.23-25 onde Pedro declarou que “a palavra do Senhor, permanece eternamente” a “semente incorruptível”, o evangelho capaz de produzir um novo nascimento. 

O verdadeiro arrependimento deve sempre começar com o abandono do pecado. O verbo “despojar” (apotithēmi, em grego) significa “se livrar de” ou “lançar fora”. 

Se abandonássemos o pecado, nossa vida seria muito mais completa e abençoada. O pecado nos priva do melhor de Deus, e ainda assim, muitas vezes brincamos com o algo extremamente perigoso. Tentamos chegar o mais perto possível, sem se queimar. Mas o pecado nunca opera sem consequências.

Pedro lista cinco pecados que devemos nos despojar a fim de experimentarmos um crescimento espiritual.

Em primeiro lugar, a Maldade – O termo maldade (kakia, em grego) é uma palavra geral para todo o tipo de malícia (Rm 1.29, 1Co 5.8; Ef 4.31; Cl 3.8; Tt 3.3; Mt 6.34; At 8.22; Tg 1.21). Os outros pecados mencionados nessa lista são decorrentes dessa maldade.

Em segundo lugar, o Dolo – Essa palavra originalmente significava “isca” ou “armadilha”. Representa um espírito traiçoeiro. Refere-se a alguém que conta uma mentira a fim de enganar os outros (2.22, 3.10; cf. Mc 7.22- 23; Jo 1.47; Rm 1.29). 

Em terceiro lugar, a “Hipocrisia” – A hipocrisia (hupokrisis, em grego) significa dissimulação. É utilizar uma máscara para esconder a verdadeira identidade. Descreve qualquer comportamento que não seja genuíno ou consistente com o que realmente acredita ou diz que acredita (Mt 23.28; Mc 12.15; Lc 12.1; Rm 12.9; Gl 2.13; 1Tm 4.2; Tg 3.17). 

Em quarto lugar, a “Inveja” – Descreve um sentimento avarento de querer ocupar o lugar do outro. Foi esse o sentimento por trás da crucificação de Jesus: os líderes religiosos tornaram-se invejosos diante da popularidade de Cristo (Mc 15.10, Mt 27.18; Rm 1.29; Fp 1.15, Tt 3.3). A inveja muitas vezes leva a ressentimentos, ódio, amargura e conflitos (cf. 1Co 3.3; 1Tm 6.4; Tg 3.16).

Em quinto lugar, “toda sorte de maledicências” – Por fim, o apóstolo Pedro menciona a maledicência (katalalia, em grego) que significa calúnia. Refere-se, essencialmente, a difamação do caráter (cf. 2.12, 3.16, Tg 4.11). O verbo relacionado katalaleō é traduzido como “falar contra” em Tiago 4.11. O caluniador diz coisas boas diante da pessoa, mas o deprecia por trás. Ele sempre fala mal quando a vítima não está por perto. Você conhece alguém assim?

O desejo do apóstolo Pedro é que os seus leitores jamais se esquecessem de que o pecado é uma fraude. Ele promete alegria, mas paga com tristeza. Promete prazer, mas paga com lágrimas. 

Alguém acertadamente declarou: “A Palavra de Deus irá mantê-lo longe do pecado ou pecado vai mantê-lo longe da Palavra de Deus”. Confesse seus pecados e os abandone o mais rápido possível! E volte para a Bíblia. Se você não fizer isso, você não será motivado a se alimentar da Palavra de Deus que é o segundo passo do crescimento espiritual.

É necessário se alimentar da Palavra de Deus

“desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1Pedro 2.2).

“desejai ardentemente…” (v. 2) – Pedro queria que seus leitores desejassem ardentemente a Palavra como um bebê recém-nascido deseja o leite materno. 

A palavra desejar (epipothēsate) é um verbo imperativo. Ela expressa um intenso desejo, ou paixão insaciável (cf. Sl 42.1 e 119.174; Tg 4.5). Todo cristão precisa e deve ansiar pelo alimento espiritual que produz crescimento, a Palavra de Deus.

A. A Palavra é pura.

“desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual…” (v. 2) – A expressão “recém-nascida” (brephos, em grego) identifica uma criança que acabara de nascer e está chorando desesperadamente por alimento. Sua maior necessidade é o alimento. Ela é tão frágil, mas a sua fome é grande! De forma semelhante, os crentes devem desejar a Palavra de Deus. 

Contudo, Pedro proclama que não é qualquer tipo de alimento que devemos ansiar. Pelo contrário, ele diz: “o genuíno leite espiritual”. O termo “genuíno” (adolos, em grego) significa, literalmente, não misturado, não adulterado. 

É um termo oriundo da indústria do vinho do primeiro século. O vinho era muitas vezes misturado com água, especialmente o vinho mais velho. Muitas vezes, os comerciantes tentavam vender vinho aguado ou diluído. Portanto, este termo era usado metaforicamente para aquilo que era “sem mistura” ou “genuíno”.

Ilustração:  Em 2007, investigações da Polícia Federal (PF) apontaram um suposto esquema de adulteração de leite em Minas Gerais nas cooperativas. Segundo a PF, o leite adulterado continha água ou soro, soda cáustica, peróxido de hidrogênio, ácido cítrico, citrato de sódio, sal e açúcar. Este era um leite “adulterado”.

Pedro nos diz para desejar ardentemente o leite genuíno, o leite não adulterado. Isto é, a Palavra de Deus, sem quaisquer impurezas de erro, e livre de quaisquer influências humanas.

B. A Palavra é espiritual.

“desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual…” (v. 2) 

C. A Palavra é nutritiva.

“… para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (v. 2) – O objetivo do desejo de leite puro espiritual de Deus é o crescimento.

É necessário provar do Deus da Palavra

“se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (1Pedro 2.3)

 “se é que já tendes a experiência…” (v. 3) – A palavra “experiência” (geuomai, em grego) significa provar, traz a ideia de provar uma comida. 

2) UMA VIDA NA ROCHA 

  1. QUEM CRISTO É – A ROCHA

“Chegando-vos para ele…” (v. 4) – O segredo do crescimento espiritual é uma comunhão intensa com o Senhor Jesus. Na conversão nos aproximamos do Senhor. Porém, não é essa aproximação que Pedro está tratando aqui. Na verdade, a palavra “chegar” (proserchomai, em grego) significa “ir e ver de perto”. O verbo está no presente e isso significa que devemos nos achegar a Cristo repetidamente. É um ato de fé que acontece não apenas uma vez, mas continuamente. Não se refere à nossa conversão, mas a nossa diária comunhão com Ele.

–           Jesus Cristo, a pedra viva e angular que é viva. É uma pessoa: Pedra que está descrita em Daniel 2.34.  

“Enquanto estavas observando, uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmigalhou.

Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados, viraram pó, como o pó da debulha do trigo na eira durante o verão. O vento os levou sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda.

“Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre.

Esse é o significado da visão da pedra que se soltou de uma montanha, sem auxílio de mãos, pedra que esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. “O Deus poderoso mostrou ao rei o que acontecerá no futuro. O sonho é verdadeiro, e a interpretação é fiel”.

Daniel 2:34,35, 44,45

Rejeitada:

Originalmente, ambos se referem a uma pedra em formato de uma cunha trapezoidal que é colocada no centro de um arco com a função de balancear as forças concorrentes apostas de atuam em um arco, ou seja, a pedra angular não apoia nem sustenta peso algum, sua função é equilibrar a queda dos semicírculos opostos que se apoiam sobre as colunas que compõem um arco. 

História do salmo 118.22 – Com profunda misericórdia, Cristo, como registra Mateus no capítulo 21, chama a atenção dos judeus para a profecia que expunha o perigo de Sua rejeição. Ao citar a predição da pedra rejeitada, referia-se ele a uma circunstância verdadeira da história nacional, relacionada com a edificação do primeiro templo, erigido por Salomão. 

As enormes pedras para as paredes e para os fundamentos foram totalmente preparadas nas pedreiras porque nenhum instrumento deveria ser empregado no local da construção e os trabalhadores só tinham que as colocar em posição (1Rs 6:7). Fora trazida para ser colocada no alicerce uma pedra de dimensões fora do comum, e de raro feitio ao ponto que os construtores não conseguiam achar lugar para ela e não a queriam aceitar. Era-lhes um estorvo, permanecendo ali, sem utilidade. Por muito tempo assim ficou como pedra rejeitada.

Mas, ao chegarem os operários à ocasião de colocar a pedra angular de arremate, procuraram por muito tempo uma de tamanho e resistência suficientes e do devido formato, para ocupar aquele lugar e suportar o grande peso que sobre ela repousaria. Fizessem uma imprudente escolha para esse importante lugar, e estaria em risco a segurança de todo o edifício. Deveriam encontrar uma pedra capaz de resistir à influência do Sol, da geada e da tempestade.

Várias pedras foram escolhidas, diversas vezes, mas, sob a pressão de imensos pesos, haviam-se despedaçado. Outras não puderam suportar a prova das súbitas mudanças atmosféricas. Afinal, a atenção dos construtores foi atraída para a pedra por tanto tempo rejeitada. Ficara exposta ao ar, ao Sol e à tempestade, sem apresentar a mais leve fenda.

Os edificadores examinaram essa pedra. Suportara todas as provas, menos uma: Se pudesse resistir à prova de vigorosa pressão, decidir-se-iam a aceitá-la para pedra angular. Foi feita a prova e a pedra foi aceita, levada para o lugar que lhe era designado, verificando-se a ele ajustar-se perfeitamente.

Ele foi rejeitado pelos judeus. Assim como foi rejeitado, eles são rejeitados pelo Pai. 

2) QUEM SOMOS E O QUE DEVEMOS SER

“também vós mesmos, como pedras que vivem…” (v. 5) – Ser “pedras vivas” significa que os crentes têm a vida eterna de Cristo. Se Cristo é a pedra que vive, os que estão nEle são como pedras que vivem. Eles estão unidos com Ele, que é o seu primeiro privilégio espiritual. 

“… sois edificados casa espiritual” (v. 5) – O objetivo desta “casa espiritual” é tornar-se o lugar da habitação de Deus pelo Seu Espírito (Ef 2.22). No Antigo Testamento, a glória de Deus estava no templo, o que representava a sua presença com o povo. Hoje, Deus habita em seu novo templo que é construído não a partir de matérias inanimadas, mas de crentes vivos. O Espírito Santo habita em cada crente (Jo 14.17; Rm 5.5; 8.9, 11; 1Co 2.12; Gl 3.2; 4.6, 1Jo 3.24; 4.13), que é, portanto, um “templo” (1Co 6.19).

Inácio, pastor de Antioquia, martirizado no início do segundo século por sua fé inabalável em Cristo, escreveu para a igreja de Éfeso por volta do ano 110: “Vocês são pedras de um templo, preparados de antemão para a construção de Deus Pai, içados até as alturas pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a cruz, usando como corda o Espírito Santo” (Inácio, Aos efésios 9).

Assim, existe uma unidade no meio do povo de Deus que transcende todos os grupos e congregações locais. Ao usar o templo como uma metáfora para a igreja, com suas pedras individuais como membros, Pedro enfatiza também a unidade do corpo de Cristo e da presença sobrenatural do Espírito Santo como crentes reunidos para adoração e comunhão com Deus.

Em 1Reis, está registrado que o grande templo de Salomão foi construído “… Com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam” (1Rs 6.7). Nenhum edifício na história jamais foi construído dessa forma. Sua construção foi quase silenciosa, tão santo era considerado o trabalho. Silenciosamente as pedras eram transferidas e adicionadas ao templo.

As pedras eram retiradas da pedreira, moldadas e levadas ao local de construção e, em seguida, colocadas lado a lado com outras (1Reis 6.7). É uma imagem do Senhor encaixando todos os cristãos, uns com os outros, de modo que cada pedra representa uma parte vital. Pedras individuais não têm muito valor, mas quando elas se encaixam, toda a estrutura torna-se um belo e funcional lugar onde Deus é adorado. A implicação é que só em relacionamentos estreitos que Deus nos usa para o propósito de Sua glória. Para fazer isso, Ele muitas vezes tem que lapidar a nossa vida, retirar as bordas ásperas, que é um processo doloroso! Muitas vezes através de conflitos na igreja que nós aprendemos que temos de crescer e mudar. Se nos submetemos ao processo, o resultado final valerá à pena!

“… a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus…” (v. 5) 

            Crisóstomo diz: 

Como pode o corpo tornar-se um sacrifício? Deixe que o olho não veja nada mau, e ele se tornará um sacrifício; permita que a língua não diga nada vergonhoso, e ela se tornará uma oferta; deixe que a mão não faça nada ilegal, e ela se tornará uma oferta de holocausto. Não, isso não será suficiente, mas precisamos ter a prática ativa do bem – a mão precisa dar esmola; a boca precisa abençoar em lugar de amaldiçoar; o ouvido precisa dar atenção sem cessar aos ensinamentos divinos.

 “… por intermédio de Jesus Cristo” (v. 5) – Pedro destaca que esses sacrifícios devem ser oferecidos a Deus por intermédio de Jesus Cristo

EDIFICADOS EM UNIDADE 

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pedro 2.9).

1) Povo escolhido. “Vós, porém, sois raça eleita…” (v. 9) – Assim como Deus chamou o povo de Israel para ser uma nação exclusiva, com um propósito especial entre os reinos pagãos, a igreja também foi chamada para ser uma testemunha única de Jesus Cristo no meio de um mundo perverso. 

2) Sacerdócio real. “Vós, porém, sois… sacerdócio real…” (v. 9) – O conceito de um sacerdócio real vem do livro de Êxodo, onde Deus através de Moisés disse a Israel: “Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx 19.6). Mas todos aqueles que creem em Jesus como Messias e confiam nEle para a salvação recebem o privilégio de se tornarem sacerdotes reais (Ap 5.10).

3) Nação santa. “Vós, porém, sois… nação santa…” (v. 9) – Desde o início de sua primeira epístola, Pedro tem lembrado aos seus leitores que eles são cidadãos de uma nação santa. Ele se refere aos cristãos como “peregrinos” [estranhos, estrangeiros] espalhados por todo o mundo (1.1).

Fomos separados para pertencer exclusivamente a Deus. A nossa cidadania está no céu (Fp 3.20), de modo que devemos obedecer às leis do céu e procurar agradar o Senhor do céu. 

4) Povo de propriedade exclusiva de Deus. “Vós, porém, sois… povo de propriedade exclusiva de Deus” (v. 9-10) – Ao longo da história, Deus tem tomado para Si o Seu próprio povo. No Sinai, Deus prometeu aos israelitas: “Se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis por minha propriedade peculiar dentre todos os povos” (Êx 19.5; cf. Dt 7.6-7; 14, 26.18; Ml 3.17).

Trato Feito no History Channel. É uma loja de penhores que compra e vende vários tipos de objetos. Quando algumas pessoas levam algumas peças para vender lá, eles chamam especialistas para avaliarem o valor de tais objetos. Há objetos para colecionadores que mudam substancialmente de valor dependendo de a quem pertenceram. Objetos de ex-presidentes, jogadores, etc. Imagine algo que é propriedade do próprio Deus. Imagine o que é mexer com algo do próprio Deus. 

A palavra “propriedade” (peripoiēsis, em grego) significa “comprar”, “adquirir por um preço” (cf. Ef 1.14). Os crentes pertencem a Deus porque foram comprados por alto preço.

O QUE DEVEMOS FAZER  – 

Devemos proclamar as excelências de Deus

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pedro 2.9).

“vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1Pedro 2.10).

Depois de tratar dos privilégios da igreja, o apóstolo expõe a missão da igreja. Deus nos chamou para fora do mundo como Seu povo, para que possamos voltar ao mundo e proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (2.9). Encontramos aqui dois pontos importantes:

Em primeiro lugar, a missão. “… a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (v. 9) – Proclamar (exangeilēte, em grego) é uma palavra grega que aparece somente aqui no Novo Testamento. Significa “publicar” ou “propagar”. Pedro encoraja os crentes a divulgar as virtudes de Cristo, o Salvador. A palavra “virtude” (aretas, em grego) refere-se aos atributos ou qualidades. Isto é, os cristãos têm o privilégio de dizer ao mundo que Cristo tem o poder de realizar o extraordinário trabalho da redenção. Foco em Deus e não em nós. E não é um povo exclusivista, mas que chama a todos para fazerem parte. 

Em segundo lugar, a motivação. “vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus…” (v. 10) – Pedro faz aqui um forte contraste entre o passado dos cristãos e o presente. O que Deus fez por nós deve ser uma forte motivação para cumprirmos com zelo, fidelidade e urgência a missão que nos confiou. Estávamos perdidos, sem esperança no mundo, entregues à nossa própria desventura, mas agora Deus derramou copiosamente sobre nós Sua misericórdia.

Um comentário em “1Pedro 2.1-10: Uma vida perante Deus

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  1. A paz de Cristo! Sou Alan Batista, autor do blog Cristianismo sem fake, também tenho um programa na rádio web Espaço da Fé. Gostei dos seus textos e gostaria de estabelecer um relacionamento de amizade contigo. Acredito que o ser humano se constrói nos relacionamentos saudáveis, trocando ideias e compartilhando experiências. Meu whatsapp é (21) 96476-1991, se assim lhe for conveniente, vamos criar uma conexão.

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